
Após o lançamento oficial da candidatura para as eleições 2026 com recorde de plotagens em veículos e o compromisso em não soltar fogos estampidos durante as carreatas que vem realizando nos Bairros e nos Conjuntos residenciais da Grande Aracaju, a única deputada da causa animal e candidata à reeleição com o número 40400, Kitty Lima (PSB), reforçou sua campanha eleitoral, ao dar ênfase em projetos, de própria autoria, aprovados na Alese.
O primeiro é referente ao dia 17 de outubro, agora estabelecido como data de memória, de conscientização e de fortalecimento das ações de enfrentamento à violência contra a mulher no Estado. Sergipe passa a contar oficialmente com o Dia Estadual de Luto e de Memória das Mulheres Vítimas de Feminicídio, instituído pela Lei nº 10.010, de 20 de julho de 2026. Entre as ações prevista, a possibilidade de implantação do Projeto Banco Vermelho em praças, em parques e em outros espaços públicos, com a instalação de bancos ou de assentos na cor vermelha em memória das vítimas de feminicídio, acompanhados de informações sobre canais de denúncia, de acolhimento e de proteção às mulheres.
Para Kitty, a iniciativa contribui para impedir que as vítimas sejam reduzidas a números nas estatísticas de violência. “Por trás de cada caso de feminicídio existe uma mulher com uma história, com sonhos, com pessoas que a amavam e uma vida que foi interrompida pela violência. Preservar a memória dessas mulheres é também uma forma de conscientizar a sociedade e reafirmar que não podemos naturalizar nenhuma forma de violência”.
Também de iniciativa da candidata, o outro projeto de lei pontuado enfatiza o trabalho desenvolvido pelo Instituto Santuário da Mata, em Itaporanga D’Ajuda, o qual ganhou reconhecimento oficial do Estado de Sergipe por meio da Lei nº 10.007, de 13 de julho de 2026. A lei reconhece a instituição como de Utilidade Pública Estadual. Nela são desenvolvidas ações voltadas à conservação da biodiversidade, especialmente da Mata Atlântica e das espécies ameaçadas de extinção que ainda sobrevivem no bioma.
Kitty destaca que a proteção animal está diretamente relacionada à preservação dos ambientes onde a fauna vive. “Proteger os animais também significa proteger seus habitats. Quando preservamos a Mata Atlântica, recuperamos áreas degradadas e protegemos espécies ameaçadas, além de estarmos cuidando de todo um patrimônio natural que pertence às próximas gerações”.
A terceira é a Lei nº 9.993/2026, capoeira nas escolas e valorização dos capoeiristas. A nova legislação institui em Sergipe a Política Estadual de Incentivo à Capoeira nas Escolas e de Valorização dos Capoeiristas. Na prática, a lei permite que a capoeira seja desenvolvida nas escolas públicas estaduais como atividade complementar e prevê iniciativas como oficinas e atividades pedagógicas, parcerias com associações e grupos, apoio a eventos culturais e campanhas educativas. Também valoriza mestres, contramestres e capoeiristas como agentes culturais e educadores sociais.
“A Capoeira não é apenas uma prática esportiva. Ela carrega história, identidade, resistência e uma parte fundamental da formação cultural brasileira. Portanto, vai além de abrir espaço para a capoeira nas escolas. É reconhecer que preservar uma manifestação cultural também exige valorizar quem mantém essa tradição viva, transmitir seus saberes às novas gerações e compreender a história que existe por trás de cada roda de capoeira”.
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