Um ato pacífico em apoio à reeleição do presidente Lula, realizado em frente à Universidade Federal de Sergipe, foi interrompido por disparos feitos por um sargento da Polícia Militar identificado com o bolsonarismo. A Secretaria de Segurança Pública informou que identificou o policial e adotou medidas. O episódio, porém, vai além de uma ocorrência isolada: expõe o risco que a intolerância política representa quando deixa o campo das palavras e chega às ruas armada.

A Coluna repudia a atitude do militar. Empunhar uma arma e efetuar disparos no meio de uma multidão é uma conduta gravíssima e irresponsável. Atirar para o alto não torna o gesto inofensivo: em um espaço ocupado por pessoas, os disparos podem provocar pânico, correria, ferimentos e consequências irreparáveis. Quem porta uma arma, especialmente no exercício de uma função pública, tem o dever de agir com prudência e proteger vidas.

Em tempos de eleição, divergências se intensificam, mas a democracia depende da capacidade de conviver com elas. O direito de manifestação não pode ser ameaçado por causa do candidato apoiado ou das ideias defendidas. Discordar de um ato político é legítimo; usar uma arma para intimidar ou interromper uma mobilização popular é inadmissível. A farda não pode ser confundida com autorização para transformar divergência em violência.

Cabe às autoridades apurar os fatos com rigor e transparência, assegurando a responsabilização cabível. Nenhuma disputa eleitoral justifica colocar pessoas em risco. O debate deve acontecer com argumentos e votos — nunca com tiros. Quando a intolerância toma conta das ruas, toda a democracia sai ferida.

Resposta rápida I

A Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública agiram rapidamente após os disparos durante a manifestação em frente à UFS. O sargento Manoel Messias dos Santos foi identificado, a arma recolhida e o policial será afastado das atividades de rua. A Corregedoria também foi acionada, enquanto a Polícia Civil instaurará inquérito para apurar o caso. A resposta imediata ajuda a esclarecer os fatos e demonstra que condutas incompatíveis com a legalidade não devem ser ignoradas.

Resposta rápida II

Além de identificar o policial envolvido, a SSP adotou medidas administrativas e criminais para investigar a ocorrência. A perícia fará exame residuográfico, e imagens da região estão sendo coletadas e analisadas. A atuação rápida das forças de segurança é fundamental para que o episódio seja esclarecido com rigor e para garantir que manifestações políticas ocorram em paz, com respeito à liberdade de expressão e à segurança da população.

Nova derrota

Sétimo colocado na disputa para o Senado, o deputado Rodrigo Valadares sofreu mais uma derrota política. Ele perdeu o comando do Diretório Estadual do PL em Sergipe para o deputado estadual Luizão Dona Trampi. O anúncio da mudança na presidência da sigla no estado foi feito pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, em um vídeo gravado ao lado de Luizão e do vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques.

Perde e ganha

A decisão do PL Nacional aponta uma perda de prestígio de Rodrigo Valadares junto à sigla e, talvez, até junto à família Bolsonaro. Isso pode ser efeito das decisões tomadas pelo deputado durante o pleito, que se colocou em rota de colisão com diversos nomes do partido, incluindo bolsonaristas ferrenhos como o próprio Luizão. Inclusive, já durante a campanha, a postura de Luizão já dava sinais de que ele se tornaria uma nova liderança respeitada na direita e que poderia vir a ser o presidente do PL em Sergipe. Perde Rodrigo, ganha Luizão.

Déda e a esquerda

Repercutiu bastante nas redes sociais um vídeo publicado pela filha do saudoso ex-governador Marcelo Déda, Luísa Déda, relembrando a trajetória política do pai sempre ligada à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores. No vídeo, Luísa relembrou o projeto de país defendido por Déda, as pautas da esquerda e conversas pessoais sobre pautas políticas que teve com o pai. Por fim, baseada em todo esse histórico, Luísa Déda também reforçou o pedido de voto ao presidente Lula, direcionando sua fala especialmente para os eleitores indecisos.

PSD em Aracaju

A eleição 2026 ainda nem acabou e o pleito de 2028 já começa a entrar em pauta em Sergipe. Questionado pela imprensa, o governador reeleito, Fábio Mitidieri, afirmou que o PSD terá candidato à Prefeitura de Aracaju. Entre os nomes cotados, o da deputada Katarina Feitoza, também reeleita; e os dos vereadores Nitinho Vitale e Ricardo Vasconcelos.

E Edvaldo?

Outra dúvida que surge em relação ao pleito de 2028 é se o ex-prefeito Edvaldo Nogueira, que administrou a capital por quatro mandatos, voltará a disputar a Prefeitura de Aracaju. Independente de sua decisão, Edvaldo, que preside o PDT em Sergipe, deverá estar envolvido nas discussões e decisões relacionadas às eleições municipais na capital e em outros municípios.

André David

Terceiro colocado na disputa para o Senado, o delegado André David também deve ter peso no grupo da prefeita Emília Corrêa no pleito municipal. Ele foi o candidato a senador com mais votos na capital, o que amplia as especulações que já circulavam antes da eleição deste ano de que ele poderia ser o indicado para vice de Emília, que deve disputar a reeleição. André, inclusive, deve retornar à pasta da Segurança Municipal.

Outro nome

O deputado estadual Kaká Santos (União Brasil) tem o desejo de disputar a Presidência da Alese. Ele fez o anúncio em pronunciamento na tribuna, no dia 8 de outubro, ao agradecer a votação e a renovação do mandato. Ao anunciar que poderia disputar o comando da Casa, Kaká Santos informou ter conversado com André Moura. O parlamentar disse que apresentou o próprio nome ao dirigente e mencionou os seis deputados eleitos pela federação como aptos, em sua avaliação, a ocupar a Presidência.

Bancada

A bancada eleita do União Brasil será formada por Cristiano Cavalcante, Dra. Lidiane Lucena, Netinho Guimarães, Marcelo Sobral, Kaká Santos e Pato Maravilha. A composição foi mencionada pelo próprio Kaká ao tratar da disputa pela Mesa Diretora. A composição eleita para a próxima legislatura terá seis deputados do União Brasil e cinco do PSD. Republicanos terá três cadeiras; MDB, PSB, PV e PL terão duas cada; PT e Avante terão um representante cada.

Oposição

A bancada do Republicanos na nova Alese será composta por Marcos Oliveira, Georgeo Passos e Ana Luiza. Marcos afirmou, em pronunciamento após a eleição, que continuará atuando na oposição durante o mandato atual e que pretende cobrar soluções para temas como abastecimento de água, saúde e infraestrutura rodoviária. Marcos Oliveira também comentou a reeleição de Fábio Mitidieri e disse esperar resultados em áreas que apontou como prioritárias: abastecimento de água, saúde e rodovias.

Diálogo

O deputado estadual Paulo Júnior (PV), reeleito com 31.195 votos, afirmou que pretende representar todo o estado no novo mandato – apesar de ter como base significativa a cidade de São Cristóvão. Em pronunciamento na Alese, defendeu que, encerrada a eleição, as diferenças políticas deem lugar à busca de objetivos comuns. O deputado disse ainda que recebeu votos em 75 municípios.

Debate

Logo após as eleições, a Alese deu continuidade aos trabalhos legislativas. As sessões da Alese ocorreram nos dias 6, 7 e 8 de outubro, depois do primeiro turno. Enquanto a composição eleita no dia 4 de outubro se prepara para assumir em 2027, os atuais deputados continuam exercendo o mandato e participando das votações da legislatura em andamento. É importante que a população continue acompanhando os trabalhos até o fim da atual legislatura.

Prefeitos

Em 8 de outubro, o governador reeleito Fábio Mitidieri (PSD) reuniu mais de 50 prefeitos sergipanos. No encontro, ele teve a oportunidade de agradecer o apoio recebido na campanha estadual e discutir a mobilização pela candidatura de Lula no segundo turno presidencial. Na reunião com os prefeitos, Fábio apontou dois objetivos para a etapa final da campanha presidencial em Sergipe: ampliar a votação de Lula e reduzir a abstenção.

Presidente

No primeiro turno, Lula recebeu 62,75% dos votos válidos em Sergipe, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 30,63%. Na eleição para governador, Fábio Mitidieri foi reeleito com 59,27%. Os dados mostram resultados distintos para as disputas estadual e presidencial no mesmo eleitorado. Espera-se que no próximo dia 25 de setembro a consolidação do voto de Lula no Nordeste fique ainda mais evidente.

 “Sergipe com Lula”

Uma plenária intitulada “Sergipe com Lula” ocorreu em 9 de outubro, no Sindicato dos Bancários, em Aracaju. A atividade reuniu lideranças, militantes e representantes de movimentos sociais para discutir a campanha presidencial no segundo turno. O senador Rogério Carvalho participou do encontro. Edvaldo Nogueira, presidente estadual do PDT, também participou do ato. Na ocasião, falou sobre diálogo com o eleitorado e mobilização da militância em torno da candidatura de Lula.

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