Do comando da Alese à Prefeitura de Aracaju: os próximos movimentos de Fábio

Governador terá papel central nas articulações para a Presidência da Assembleia e para a escolha do candidato do grupo à capital em 2028.

A sucessão da Mesa Diretora em 2027 e a definição do nome governista para a disputa municipal de 2028 começam a movimentar os bastidores; as articulações ainda estão abertas.

Fábio Viana

Da Redação do Cinform on line

O pleito ainda está distante, mas as articulações para as eleições municipais de 2028 já começam a entrar na pauta política de Sergipe. Em Aracaju, principal colégio eleitoral do estado, as atenções se voltam para os possíveis nomes que poderão disputar a Prefeitura e para os movimentos dos partidos que pretendem protagonizar a próxima corrida eleitoral.

A prefeita Emília Corrêa (Republicanos) deverá buscar a reeleição, apostando nas ações desenvolvidas por sua gestão para fortalecer o projeto político e conquistar a confiança do eleitorado para um segundo mandato. Até lá, a administração municipal terá papel central na construção de sua candidatura, com os resultados apresentados à população podendo influenciar diretamente o debate eleitoral.

Do outro lado, o PSD já sinaliza que pretende entrar na disputa. Questionado pela imprensa, o governador reeleito Fábio Mitidieri afirmou que o partido terá candidato à Prefeitura de Aracaju em 2028. A declaração antecipa uma movimentação que promete aquecer os bastidores e coloca a legenda na condição de potencial adversária do grupo político da atual prefeita.

Entre os nomes cotados para representar o PSD estão a deputada federal Katarina Feitoza, também reeleita, e os vereadores Nitinho e Ricardo Vasconcelos. Embora ainda não haja uma definição sobre quem será escolhido, a presença de diferentes alternativas indica que o partido terá o desafio de administrar suas próprias articulações antes de consolidar um nome para a disputa.

Outra incógnita envolve o ex-prefeito Edvaldo Nogueira, que administrou Aracaju por quatro mandatos. A possibilidade de voltar a disputar o comando da capital é uma das questões que deverão movimentar o cenário político nos próximos dois anos. Mesmo que decida não entrar na corrida eleitoral, Edvaldo, que preside o PDT em Sergipe, deverá ter participação nas discussões e decisões sobre as eleições municipais, tanto em Aracaju quanto em outros municípios sergipanos.

O tabuleiro também dependerá dos movimentos de outras siglas. União Brasil, PL e PT, por exemplo, terão de avaliar se lançarão candidaturas próprias ou se buscarão alianças com outros grupos políticos. As decisões deverão considerar os interesses partidários, a formação de palanques e a capacidade de cada legenda de reunir forças para disputar o eleitorado da capital.

Até 2028, muita coisa ainda pode mudar. Nomes hoje cotados podem perder espaço, novas candidaturas podem surgir e alianças consideradas improváveis podem ganhar força. No entanto, as primeiras declarações e movimentações já indicam que os partidos começaram a calcular seus próximos passos. A disputa ainda está longe de ter seus protagonistas definidos, mas uma coisa é certa: em Aracaju, o jogo político pensando em 2028 já começou.

A disputa pela presidência da Alese “começou”

Com os 24 deputados estaduais definidos para a próxima legislatura, a partir de 2027, as atenções começam a se voltar para a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e a composição da Mesa Diretora. Embora a nova legislatura ainda não tenha começado, as articulações já entram no radar dos partidos e das principais lideranças políticas do estado.

PSD e União Brasil, que chegam com as maiores bancadas, devem ocupar posição central nas conversas, seja apresentando candidatos, seja conduzindo as negociações em torno da composição do comando da Casa. Entre os nomes já citados para a disputa estão os deputados Jorginho Araújo (PSD) e Cristiano Cavalcante (União Brasil), os mais votados no pleito do último dia 4 de outubro.

Outro parlamentar que colocou o nome à disposição foi Marcelo Sobral, também do União Brasil. A lista, no entanto, não deve se limitar aos nomes que já começaram a circular. Nos próximos meses, outros deputados poderão entrar no debate, ampliando as possibilidades e tornando as conversas ainda mais intensas.

A definição, porém, dificilmente ficará restrita aos corredores da Assembleia. O governador Fábio Mitidieri e o ex-deputado federal André Moura devem ter participação importante nas articulações, considerando o peso político de ambos e a influência que exercem sobre os grupos que integram a base governista. O desafio será construir um entendimento que contemple os interesses partidários, preserve alianças e assegure apoio suficiente para a eleição da futura Mesa Diretora.

Presidir a Alese significa muito mais do que conduzir sessões plenárias. O presidente tem papel central na organização dos trabalhos legislativos, na definição de pautas, na condução das votações e na administração da estrutura – principalmente orçamentária da Assembleia. É também uma posição de interlocução permanente com o Executivo, os demais poderes e as lideranças políticas.

Até a eleição, muita conversa ainda deve acontecer. Nomes podem surgir, alianças podem mudar e candidaturas inicialmente colocadas podem ganhar ou perder espaço. Na política, sobretudo quando está em jogo o comando do Poder Legislativo, a primeira manifestação de interesse raramente encerra a discussão. É apenas o começo de uma negociação que promete movimentar os bastidores sergipanos. Vamos acompanhar as cenas dos próximos capítulos.

 

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