
Oficina foi ministrada pelo músico e educador Scurinho Zabumbada e integra o Plano de Formação Artístico e Cultural da Secretaria Municipal da Cultura (Secult Aju), em ação conjunta com a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas)
O encerramento das aulas de zabumba e triângulo na Casa de Passagem Freitas Brandão foi marcado por música e celebração nesta quinta-feira, 22. A oficina integra o Plano de Formação Artístico e Cultural, promovido pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secult Aju), em parceria com a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), e utiliza a música como ferramenta de inclusão social, fortalecimento da autoestima e desenvolvimento pessoal de pessoas em situação de vulnerabilidade.
As aulas foram realizadas às quintas-feiras de outubro, das 14h às 16h, sob a orientação do músico e educador Gilton Santos Lima, conhecido como Scurinho Zabumbada, que possui mais de 30 anos de carreira artística nacional e internacional. Destinada aos acolhidos das Casas de Passagem Freitas Brandão e Acolher, a oficina deu continuidade às aulas de acordeon, realizadas em setembro, promovendo a convivência coletiva e o acesso à cultura por meio do aprendizado musical.
Para Scurinho, a experiência proporcionou uma troca de vivências e a oportunidade de conhecer pessoas com diferentes trajetórias, unidas pela paixão pela música. O educador afirmou que encerra a atividade com sentimento de gratidão.
“A recepção foi maravilhosa. Só tenho a agradecer à Secult e ao espaço da Casa de Passagem Freitas Brandão, onde pude conhecer pessoas maravilhosas, de coração bom e que amam a música nordestina. Fico muito feliz de ter ministrado essas quatro quintas-feiras de aula e saio daqui de alma lavada, tendo participado desse trabalho de inclusão social que é maravilhoso”, afirmou.
O acolhido Fernando Rocha de Souza, de 46 anos, integra o grupo de percussão do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) que frequenta e encontra na música uma fonte de alegria e uma maneira de organizar os pensamentos.
“A oficina foi muito boa. Gosto de música porque me ajuda a refletir sobre a vida. Eu tenho uns problemas de saúde mental, estou com problema de esquecimento, e a música coloca minha mente no lugar e me faz feliz”, relatou.
Para Jardan Fonseca, de 35 anos, o encerramento da oficina também representou o início de uma nova experiência. Recém-chegado à Casa de Passagem, ele participou de sua primeira aula e descobriu uma oportunidade de aprender novas habilidades. Animado com a vivência, já planeja participar das próximas oficinas do programa.
“Foi uma experiência muito boa, eu nunca tinha tocado nenhum tipo de instrumento. Foi uma tarde muito legal, pude começar a aprender a tocar um instrumento e isso só nos eleva na vida, porque é cultura. Não só sergipana, mas cultura musical como um todo. Vou participar das próximas aulas, gostei muito”, comentou.
De acordo com a coordenadora da Casa de Passagem, Kelly Teles, a valorização da cultura amplia as possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas em situação de vulnerabilidade, contribuindo para que construam novas perspectivas de vida.
“Essa é a oitava semana que estamos tendo essas aulas em ação conjunta com a Secult, e a recepção é muito boa, porque não é apenas sobre aprender a tocar um instrumento. Eles usam esse espaço como forma de fortalecer a autoestima, desenvolver sua autonomia e se enxergar em sua individualidade. É a partir disso que podem começar a conduzir sua vida e planejar o que querem seguir ao sair do acolhimento. Eu acredito que a cultura é muito valiosa para a sociedade e aparece para os acolhidos aqui do Freitas e do Acolher como forma de fortalecer esses indivíduos, melhorar sua condição e dar perspectiva de uma vida mais feliz”, destacou.
Iniciado em agosto, o Plano de Formação Artístico e Cultural segue com atividades até novembro. Além dos acolhidos das Casas de Passagem Freitas Brandão e Acolher, o programa oferece cursos e oficinas gratuitos de qualificação para artistas, produtores, agentes culturais e estudantes da Rede Municipal de Ensino.
Fonte, Agência Aracaju de Notícias.
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