Vítimas tinham problemas renais e ficaram sem diálise

A organização não-governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. O apagão que atingiu o país afetou o funcionamento dos aparelhos. A entidade receia que o número de vítimas aumente.

A ONG acrescentou que a situação das pessoas com insuficiência renal é crítica porque quase todas as unidades de diálise estão paralisadas.

Um apagão atinge Caracas e 22 dos 23 estados venezuelanos desde quinta-feira (7). Segundo a organização, as mortes foram registradas nas regiões de Zulia, Trujillo e Caracas. De acordo com a ONG, 48 crianças dependem de unidade de diálise pediátrica.

No Twitter da organização, o diretor da Codevida, Francisco Valencia, afirmou que há 129 unidades de diálises para atender a 10,2 mil pessoas no país. Ele alertou que faltam energia e luz.

De acordo com Valencia, 2,5 mil doentes renais morreram no país, no período de 2017 e 2018, por várias deficiências que atingem as unidades de diálise.

Fonte – Agência Brasil com informações da RTP, emissora pública de televisão de Portugal

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