Dirigentes da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE) celebram o início do pagamento do adicional de periculosidade a partir deste mês. Esse direito, conquistado após anos de débito e uma longa luta, começa a ser implementado.

O benefício contemplará mais de 12 mil pessoas vinculadas à Polícia Civil, à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar. Deste total, 7.528 são servidores em atividade, enquanto 4.558 são inativos. O projeto de lei aprovado em maio estabeleceu o percentual inaugural de 5% e a base de cálculo de acordo com a posição nas carreiras.

O presidente da Adepol/SE, Isaque Cangussu, lembra que esta é a primeira etapa da regulamentação e que a expectativa é que até o fim de 2026 o percentual chegue a 30%, o que representará, nesse médio prazo, um avanço bastante significativo na remuneração dos profissionais da segurança pública no Estado. Ele enaltece o compromisso do Governo com a categoria. “O governador Fábio Mitidieri reconheceu os riscos enfrentados por esses servidores, o que justifica a retribuição específica por esse ônus extra. Já no primeiro ano de seu mandato, ele restabelece o direito e reafirma que durante os quatro anos escalonará o índice até atingir o percentual correto e esperado, que é de 30%. Por isso, o momento é de gratidão e de renovação do voto de confiança”.

Movimento Polícia Unida
O Movimento Polícia Unida ganhou destaque em todo o país devido à união de nove sindicatos e associações que representavam policiais civis, militares e bombeiros do Estado de Sergipe, juntos em defesa do restabelecimento do direito ao adicional de periculosidade. Foram quase dois anos de conversas, reuniões, manifestações e atos. Fazendo valer o compromisso assumido durante a campanha do ano passado, o Governo do Estado encaminhou projeto de recriação do adicional de periculosidade à Assembleia Legislativa em maio deste ano. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos Deputados Estaduais e posteriormente sancionado pelo Governador do Estado, passando a ser lei.

O Movimento Polícia Unida foi composto por duas entidades ligadas aos policiais civis: a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE) e o Sindicato dos Policiais de Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE); e por sete associações ligadas aos policiais e bombeiros militares: a Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise), a Associação dos Militares da Reserva e Pensionistas (Asmirp), a União da Categoria Associada do Estado de Sergipe (Única/SE), a Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra/SE), a Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública em Sergipe (Asimusep), a Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese) e a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe (ACS/SE).

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