Uma nova onda global de branqueamento de corais já está afetando os recifes do nordeste brasileiro. A situação está sendo monitorada pelo Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene), vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e seus parceiros, como o Programa Ecológico de Longa Duração Tamandaré Sustentável.

Segundo o coordenador do Cepene, Leonardo Messias, nesta semana começaram a ser detectados branqueamentos em algumas espécies nas costas de Tamandaré (PE) e de Sergipe.

A Biofábrica de Corais – projeto de conservação desses animais invertebrados marinhos – divulgou, nessa terça-feira (13), em suas redes sociais, que foram detectados branqueamentos também em sua área de reintrodução de corais, em Porto de Galinhas (PE).

Pesquisadores também acompanham a situação de locais como Abrolhos, Atol das Rocas e Fernando de Noronha. Messias explica que a possibilidade de uma nova onda de branqueamento global foi antecipada pela Noaa, a agência de meteorologia norte-americana, em janeiro deste ano. O fenômeno é provocado pelo aumento da temperatura dos oceanos.

Temperatura do mar

“Quando a temperatura da água do mar aquece muito, os corais expulsam as zooxantelas, algas que fazem simbiose com o coral. Com isso, o coral fica branco, ou seja, a cor do seu esqueleto calcário, e ele pode morrer”, explica Messias.

Através da fotossíntese, as zooxantelas garantem nutrientes aos corais. Sem essas algas, os corais conseguem sobreviver por algum tempo, algumas vezes por meses, mas, sem sua principal fonte de alimentos, ficam mais sujeitos a doenças e morte. “Algumas espécies são mais afetadas e outras menos”.

Messias afirma que pouco pode ser feito em nível local para salvar as espécies do branqueamento, já que o aquecimento dos oceanos é um fenômeno global e tem sido mais frequente devido às mudanças climáticas.

“O recife vai morrendo e toda a biodiversidade que ele agrega vai se perdendo. E isso tem impacto também nas pescarias, na proteção da costa”.

No entanto, medidas vêm sendo adotadas para garantir a preservação dos corais, como a preservação das áreas de recife, a reprodução de indivíduos e sua reintrodução no mar.

 

 

Fonte: AgÊncia Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Governo de Sergipe entrega mais de R$ 18,2 milhões em obras no médio sertão sergipano

    Investimentos contemplam educação infantil, infraestrutura rodoviária e esporte nos municípios [...]

  • Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano

    As tensões em torno do câmbio e do fenômeno climático [...]

  • Coronel Sobrinho é empossado como secretário de Ordem Pública de Lagarto

    A Secretaria Municipal da Ordem Pública e Defesa da Cidadania [...]

  • Vereador Alex Henrique cobra climatização nas escolas municipais de Itabaiana

    O vereador Alex Henrique (União Brasil) usou a tribuna da [...]

  • Vereadores de Estância acionam o Ministério Público contra a Iguá Sergipe

    Os vereadores Henrique CDs e Elenilton Cardoso protocolaram nesta terça-feira [...]