Desde sua reabertura no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro de 2024, após período de manutenções e adequações em sua estrutura, o Museu Afro-Brasileiro de Sergipe tem se destacado como um importante ponto turístico e cultural do estado. Localizado na Rua José do Prado Franco, nº 70, em Laranjeiras – município conhecido como a capital negra de Sergipe –, o Museu oferece entrada gratuita e é mantido pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap).

Conforme levantamento, o espaço tem atraído visitantes do Brasil e do exterior, incluindo países como Espanha, Argentina, Estados Unidos e Itália. Entre os brasileiros, foram registrados visitantes de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de municípios sergipanos como Frei Paulo, Lagarto, Barra dos Coqueiros, Propriá e Simão Dias.

O maior pico de visitação aconteceu durante a semana do Encontro Cultural de Laranjeiras, entre 5 e 12 de janeiro, com mais de 280 pessoas conhecendo o espaço nesse período. Apenas no penúltimo dia do evento, marcado pela segunda edição do Cortejo Afro, mais de 50 visitantes passaram pelo museu em pouco mais de duas horas.

Educação e identidade cultural
Para o professor e secretário adjunto de Igualdade Racial de Laranjeiras, Gabriel Lourenço, o crescimento no número de visitantes reflete a importância do museu para além do turismo. “Essa busca expressiva mostra a necessidade do museu não só para a parte turística, mas também educacional. Temos recebido escolas que buscam agendar visitas para utilizar a Lei 10.639, que prevê o ensino afro-religioso. Isso reforça o papel pedagógico do museu, alinhando turismo, educação e identidade cultural”, afirma.

A coordenadora dos Equipamentos Culturais da Funcap, Célia Carvalho, destacou o impacto positivo da reabertura após mais de um ano de fechamento. “O Museu Afro voltou ao seu lugar de fala, abrindo suas portas para turistas nacionais e internacionais, o que impacta positivamente o turismo e a economia local. É um espaço que encanta pela história e pela simplicidade do casarão do século XIX, que resiste como guardião de um precioso acervo do povo laranjeirense e sergipano”, destaca.

Acervo histórico
Inaugurado em 1976, o acervo do Museu reúne uma coleção diversa que resgata a história e a identidade afrodescendente. São peças que incluem vestimentas, utensílios domésticos e ferramentas, além de instrumentos musicais como tambores e berimbaus.

O espaço também conta com exposições fixas no primeiro andar, que destacam a religiosidade afro-brasileira laranjeirense. Elas incluem instrumentos e fotografias de líderes religiosos, além de elementos que representam os orixás, como símbolos, indumentárias, informações sobre cores, saudações e domínios. Com a reabertura, foi inaugurada a exposição ‘Um olhar sobre a performance da capoeira’, do artista Wécio Grilo, com obras que exploram os movimentos corporais da capoeira e sua ligação com histórias de resistência e resiliência da população negra.

Funcionamento
O Museu está aberto para visitação de terça a sexta-feira, das 8h às 12h. Visitas em grupo podem ser agendadas pelo WhatsApp (79) 99947-6884.

Fonte, Secom – Estado.

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