O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar os desdobramentos da reintegração de posse e do incêndio ocorrido no fim de semana na chamada Favela do Cimento, zona leste da capital paulista. O objetivo é investigar as causas do incêndio e o atendimento prestado às famílias que foram removidas da ocupação. Um homem morreu após o incêndio. 

Segundo o Ministério Público, foram expedidos ofícios ao Corpo de Bombeiros solicitando que seja encaminhado, no prazo de 30 dias, um relatório com as informações obtidas sobre as causas do incêndio. Outro ofício foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para que envie, no mesmo prazo, laudos de perícia técnica sobre o que provocou o fogo nos barracos. Já as secretarias municipais de Habitação e de Assistência e Desenvolvimento Social terão 20 dias para prestar informações detalhadas sobre o atendimento prestado às famílias que foram removidas do local.

A reintegração de posse na Favela do Cimento foi cumprida no último domingo (24), apesar do incêndio de grandes proporções ocorrido na noite anterior. Uma pessoa morreu durante o incêndio, vítima de queimaduras. Em nota, a prefeitura lamentou a morte e informou que uma pessoa foi presa suspeita de ter provocado o incêndio.

A área pública no entorno do Viaduto Bresser, no bairro da Mooca, estava ocupada há, pelo menos, cinco anos, segundo movimentos sociais de moradia. De acordo com a prefeitura, 215 pessoas moravam no local, sendo 66 crianças. Na madrugada de sábado, a prefeitura iniciou os serviços de remoção, varrição e lavagem do local. O incêndio teve início por volta das 19h30 de sábado.

“Logo após a saída das equipes da Assistência Social, iniciou-se o incêndio. Em seguida, as equipes da prefeitura retornaram, mas havia poucas pessoas no local e foram encaminhadas para os equipamentos de acolhimento”, disse, em nota, o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, José Castro.

De acordo com a prefeitura, entre os dias 18 e 22 foram feitas audiências de conciliação intermediadas pela 13ª Vara da Fazenda Pública e, nesse período, 42 famílias foram encaminhadas para centros de acolhimento disponibilizados e três famílias receberam passagens rodoviárias – uma para o Rio de Janeiro e duas para Ribeirão Preto. No sábado, foi feito encaminhamento de 13 famílias e de mais duas famílias após o incêndio. A prefeitura informou que não existe prazo definido para as pessoas permanecerem nos centros de acolhimento.

O advogado Benedito Barbosa, da União de Movimentos de Moradia (UMM), esteve no local na noite de sábado e disse que muitas famílias sem teto continuavam espalhadas pela região da Mooca ou foram acolhidas em outras ocupações das redondezas. Segundo Barbosa, pelo menos 50 famílias foram para um galpão na Rua do Hipódromo.

Fonte: Agência Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Profissionais da saúde agradecem à prefeita Emília Corrêa por conquista histórica da categoria

    A prefeita Emília Corrêa recebeu, nesta quinta-feira, 18, em seu [...]

  • Ricardo Marques defende debate sobre novos modelos de mobilidade para reduzir custo do transporte e melhorar qualidade do serviço

    O vice-prefeito de Aracaju e pré-candidato ao Governo de Sergipe, [...]

  • Arraiá do Povo reúne transmissão do jogo do Brasil e shows de Luan Estilizado, Luan Santana e João Bosco & Vinícius nesta sexta-feira, 19

    O Arraiá do Povo 2026 segue com uma programação especial [...]

  • Governo fixa em R$ 5,1 mil novo piso nacional do magistério

    O governo federal sancionou nesta sexta-feira (19) lei que fixa em R$ [...]

  • Moradores de Carmópolis comemoram revitalização de ponto turístico realizada pelo Governo do Estado

    Os moradores de Carmópolis, em especial do povoado Aguada, estão [...]