Passagem do ex-presidente pelo estado teve entusiastas
e críticos. Confira um resumo com as duas visões antagônicas

Anderson Christian

politica@cinformonline.com.br

A partir das 16:30h do último domingo, 20, em Estância, até o final de tarde da terça, 22, com a travessia da Caravana Lula Pelo Brasil de Sergipe para Alagoas, cruzando o Rio São Francisco em direção à cidade alagoana de Penedo, o ex-presidente Lula, PT, trouxe os holofotes da mídia nacional para Sergipe. Primeiro por ser o segundo estado visitado pela caravana. E depois por ser Lula quem é e por uma série de ações ocorridas em nosso território, inclusive com implicações políticas futuras, tanto nacionalmente, como localmente.
E para traçar um panorama o mais fiel possível sobre a visita e seus resultados, o CINFORM buscou ouvir duas opiniões antagônicas: a do presidente do PT estadual, Rogério Carvalho, e a do ex-candidato a prefeito de Aracaju e apoiador do movimento em favor da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro, PSC, à presidência. A intenção é permitir que o leitor construa, a partir das diferentes opiniões, uma avaliação própria sobre o principal acontecimento político em Sergipe neste ano.

Emoção, política e reconhecimento

Rogério e a gratidão: “Lula fez pelo povo”/Arquivo Cinform-Gil Fonseca

Rogério Carvalho não se fez de rogado e listou, na sua opinião, fatos que demonstram a importância da passagem de Lula no estado. “Visitamos seis das sete regiões do estado. E isso serviu para reforçar os laços do presidente Lula, que viu também o quanto o povo lhe é grato por tudo o que ele fez por Sergipe”, afirma Rogério.
Como ponto alto, o presidente do PT entende que o ato no Iate Clube de Aracaju cumpriu esse papel. “Uma jovem, que engravidou na adolescência, cerca de 10 anos depois vai a Lula e devolve o cartão do Bolsa Família. Ela saiu de casa, foi morar no Morro do Avião, conquistou casa própria, pelo Minha Casa, Minha Vida; sustentou a família, com ajuda do Bolsa Família; e se formou, com o ProUni. Tudo isso em uma década, apenas. Foi muito emocionante conhecer a história dela e ver a gratidão”.
Já em termos políticos, Rogério deixou claro: “quem quiser concorrer em 2018, não poderá prescindir do PT”, analisa, devido a força mostrada pelo partido nessa visita. “Lideranças e militantes dos movimentos sociais, sindicais. Lideranças e militantes políticos. Todos participaram. E não houve exclusão de nossa parte. Só não participou quem não quis”. Reforçando a força de seu grupo político, Rogério louvou a presença do governador Jackson Barreto, e do vice, Belivaldo Chagas, ambos PMDB. Mas também se posicionou: “o PT sai fortalecido rumo a uma candidatura majoritária”.

“Ele é um marginal”

João sem perdão: “Lula é um bandido”/Arquivo Cinform-Arthur Leite

Opinião diametralmente oposta tem João Tarantela. Um dos principais apoiadores do movimento que quer Jair Bolsonaro presidente, João é direto. “Lula não deveria ter vindo a Sergipe porque ele deveria era estar preso. Poderia ter começado essa caravana por Curitiba, porque já ficava preso por lá mesmo. E mais: tão chamando de Caravana da Esperança. Mas esperar o que de um bando de marginal, comandados pelo maior marginal do país, que quebraram os Correios, só para ficar em um exemplo?”.
Para Tarantela, o pior momento da visita de Lula foi o choro do ex-presidente em Estância. “Foi o choro do bandido, de quem teve, pela sua história de vida, a oportunidade de fazer o melhor, mas fez o pior. Se havia 30% de corrupção, ele fechou 100%. Assim, quem deveria chorar é a população, que perde entes numa BR porque a obra teve corrupção, pois cada desvio de verba pública é responsável pela morte de centenas de pessoas”, ataca João.
E, para finalizar, João Tarantela questiona os resultados políticos no estado. “Primeiro que o PT, daqui e de lá, deveria ajoelhar no sal grosso por defender um bandido da marca de Lula. E depois, Jackson Barreto, o pior governador da história de Sergipe, deveria ter vergonha e, ao final desse mandato, ficar em casa. Não entro na briga entre o Sintese e o PT. Agora, o Sintese representa uma categoria. Não teria razão deles vaiarem Jackson, se este está ao lado de Lula. Mas essa vai foi do desespero, da desesperança. Afinal o Sitese representa os professores. E Jackson não respeita nem a profissão que era da mãe dele. Um absurdo. Já o prefeito da Torre, Edvaldo, que é um moleque, não foi ver Lula porque está puxando o saco de André Moura. A política brasileira está entregue nas mãos de bandidos. Por isso o povo, revoltado com essa situação, vai eleger Bolsonaro em 18”, prevê Tarantela.

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