O título é desafiador: “Meu primeiro livro – após ter filhos e antes, ou depois, de plantar uma árvore”, e será lançado em Lagarto, no auditório da Secretaria de Educação, próximo dia 14.

Na obra, o narrador deixa transparecer sua – quase – total inexperiência na vida literária, confessando não ser amante das letras.  Externa sua preocupação com a – também sua – carência de leitura dos jovens de hoje em dia. Não aquela leitura superficial, das manchetes veiculadas nas mídias sociais, que não são assimiladas a contento, mas a que nos leva ao aprofundamento do tema, à sua via intestina, ou seja, ao verdadeiro conhecimento, ao saber, esse que nos instala num universo qualitativamente humano.

Logo, no início, é apontado o distanciamento cada vez mais patente de pessoas nos gabinetes de leitura, seja de modo presencial ou, como atualmente, de forma remota, embora haja grande disponibilidade de conteúdo nas bibliotecas e o mundo virtual, com suas ferramentas digitais, esteja ao alcance de todos. E isto é muito bem retratado pelo autor: a utilização do papel escrito tem sido ínfima em relação ao universo touch, a revista em quadrinhos sendo quase que desconhecida; os jornais impressos, apenas embrulhando objetos; os livros, retendo poeira, esquecidos nas prateleiras, nas livrarias.

Revelando esta realidade, o narrador tem uma ideia original, mas bastante desafiadora: após fazer mea culpa, consciente das suas falhas, se vê, já adentrando na idade madura, com a singular oportunidade de rever seus conceitos, de tentar recomeçar uma produtiva leitura, ou, quiçá, lançar um livro propriamente dito. Por que não? Não vê nisto uma utopia, embora possa parecer  uma tolice – esse último pensamento não o acometeu rsrsrs. E ele se desafiou: antes de ler dezenas de compêndios e esgotar alguns escaninhos de qualquer biblioteca, deveria ESCREVER UM LIVRO.

Esta tentativa é o mote da sua obra. O autor, Edson Santana, procurou externar aos leitores a dificuldade que permeia a construção de uma tarefa como essa, como ajudar aqueles que pretendem escrever a se afastarem dos fantasmas aterrorizantes que dificultam ou impedem o ato de criação, pois, em qualquer panorama, a angústia ser faz presente, as dúvidas para os criadores os assediam, o sentimento de impotência e de fracasso os acossam diante desse mister, dessa tentativa de construir os elementos essenciais a uma narrativa: o personagem, a ação, o tempo, o lugar.

Vale a pena conferir a criação literária de Edson Santana, que ele classifica como de autoficção, um termo usado na crítica literária para se referir a uma forma de autobiografia ficcional. Serge Doubrovsky cunhou o termo em 1977, com referência ao seu romance Fils.

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