Secretário diz que crescimento é reflexo das políticas de qualificação profissional

Entre 2023 e 2024, Sergipe registrou crescimento no rendimento médio domiciliar per capita, com um aumento de 21%, passando de R$ 1.218 para R$ 1.473. É o que aponta pesquisa divulgada na sexta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisada pelo Observatório do Trabalho, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). Esse crescimento coloca o estado na segunda posição tanto no Nordeste quanto no Brasil, ficando atrás apenas de Pernambuco, que registrou a maior alta regional e nacional, com 30,5%.

A alta no rendimento de Sergipe chama a atenção não apenas pelos números, mas também pelas transformações econômicas que têm impactado a vida dos sergipanos. Diversos fatores contribuem para esse crescimento, que reflete tanto a recuperação econômica do estado quanto as mudanças em seu mercado de trabalho. Setores como serviços e comércio apresentaram um desempenho sólido. No setor de serviços, Sergipe chegou a alcançar o 2º lugar no ranking nacional e 1º no Nordeste no crescimento da receita nominal, com alta de 13,1% no acumulado do ano de 2024, comparado ao ano anterior. Já o comércio varejista ampliado em Sergipe fechou dezembro de 2024 como líder do ranking nacional no crescimento da receita nominal: com 3,7% de alta em comparação com o mês anterior.

Para o secretário de Estado do Trabalho, Jorge Teles, os números do IBGE comprovam que Sergipe está avançando na geração de renda e na melhoria das condições de trabalho da população. “O crescimento de 21% no rendimento médio domiciliar per capita é um reflexo das políticas de qualificação profissional, do incentivo ao empreendedorismo e do fortalecimento do nosso mercado de trabalho. Mais do que um resultado positivo, essa conquista renova a esperança de que continuaremos a ampliar as oportunidades de emprego e renda para os sergipanos. Seguimos trabalhando para consolidar um estado cada vez mais próspero, onde o trabalhador tenha mais segurança, dignidade e perspectiva de crescimento”, afirmou o secretário.

Outro ponto que impactou a alta nos rendimentos foi o investimento do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria do Trabalho, em qualificação profissional. Programas como ‘Qualifica Sergipe’ e Programa Primeiro Emprego têm sido efetivos na inserção de trabalhadores qualificados no mercado. Os dois programas juntos capacitaram mais de 3,7 mil pessoas no ano passado.

Além disso, políticas públicas de incentivo ao empreendedorismo e à formalização de pequenos negócios também foram decisivas para o aumento do rendimento. Muitos sergipanos que estavam na informalidade passaram a ter acesso a melhores condições de trabalho e remuneração, o que se refletiu no aumento dos rendimentos domiciliares. A taxa de informalidade saiu de 50,8% no 4º trimestre de 2022 para 49,2% no 4º trimestre de 2024.

Matéria da equipe CinformOnline.

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