Araújo diz que momento é de analisar para depois negociar com EUA

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou hoje (2) que o governo quer entender melhor a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar a cobrança de tarifas sobre aço e alumínio brasileiros. Segundo o ministro, “é preciso agir com “calma”.

“É um setor que, desde o ano passado, já preocupava os americanos, então vamos, como eu digo, tentar entender e depois ver como é que a gente vai conversar com os Estados Unidos. Com muita calma, vamos chegar a um entendimento sobre isso”, afirmou a jornalistas, no Palácio do Planalto, após participar de um cerimônia que também contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes (Economia). 

Apesar do anúncio de Trump, o governo dos EUA ainda não formalizou nenhuma mudança específica nas atuais regras tarifárias para a importação de aço e alumínio vendidos pelo Brasil. Durante a tarde, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com Paulo Guedes, no Palácio do Planalto, para tratar do assunto, mas não falaram com a imprensa após o encontro. Pela manhã, Bolsonaro disse que poderia fazer uso de canal aberto que tem com Trump para evitar a imposição de tarifas anunciada. 

Perguntado por jornalistas se Bolsonaro ligará para o presidente dos EUA de forma imediata, o chanceler brasileiro disse que não, ao menos “por enquanto”. Ernesto Araújo disse também que o momento é de avaliar a questão no “nível técnico”, para entender que tipo de medida será eventualmente adotada. 

“Nós estamos no nível técnico, nesse nível de entender as medidas”, disse. O ministro afirmou ainda que a medida não o preocupa. “Essa medida não nos preocupa e não nos tira desse trilho rumo à uma relação mais profunda”.    

No final de agosto deste ano, o governo dos Estados Unidos flexibilizou as importações destes produtos, quando decidiu que companhias norte-americanas que negociarem aço do Brasil não precisariam pagar 25% a mais sobre o preço original, desde que provem que há ausência de matéria-prima no mercado interno. O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Arraiá do Povo e Vila do Forró unem público em noite de São João com mais uma transmissão do jogo da Seleção Brasileira

    O dia de São João, celebrado nesta quarta-feira, 24, foi [...]

  • Vini Jr. brilha e Brasil se classifica em 1º com 3×0 sobre a Escócia

    O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Nesta quarta-feira [...]

  • Entenda como funciona o banco de dados de celulares roubados que vai combater a receptação

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº [...]

  • Geraldo Azevedo, Matheus e Kauan e jogo do Brasil são as principais atrações da noite de São João no Arraiá do Povo

    Alcymar Monteiro, Geraldo Azevedo e Matheus e Kauan abrilhantam a [...]

  • Duplicação da ponte Godofredo Diniz alcança 70% de execução e avança para etapa estrutural decisiva

    A obra de duplicação da ponte Godofredo Diniz alcançou 70% [...]