O término dos festejos juninos em Sergipe deve representar um “aquecimento” natural das pré-campanhas eleitorais, em especiais, as disputas majoritárias para o governo do Estado e para o Senado Federal. A partir de 20 de julho até 5 de agosto, partidos e federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão nas Eleições de 2026. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Já existem diversas pré-candidaturas lançadas, mas para o governo do Estado, há por enquanto uma polarização entre o atual governador Fábio Mitidieri (PSD) e o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos); o primeiro já anunciou o deputado estadual Jeferson Andrade (PSD) como seu pré-candidato a vice e o segundo não oficializou ainda, mas já sinalizou que sua pré-candidata será a advogada Priscila Felizola (Republicanos), que está afastada da Superintendência do Sebrae Sergipe.

Já para o Senado Federal o que não faltam são pré-candidatos competitivos para as duas vagas que estarão em disputa. Pelo governo estão anunciados o ex-deputado André Moura (UNIÃO) e o já senador Rogério Carvalho (PT); pela oposição vem o delegado e ex-secretário André David (Republicanos) e o ex-senador Eduardo Amorim (Republicanos). Também pela oposição estão lançadas as pré-candidaturas do deputado Rodrigo Valadares (PL) e do Coronel Rocha (PL).

Apesar de declararem voto a favor da reeleição do governador Fábio Mitidieri, o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) e o já senador Alessandro Vieira (MDB) se levarem adiante suas pré-candidaturas, não estarão em nenhuma das chapas e terão que ir para a disputa de forma independente, impedidos de fazerem qualquer vinculação eleitoral oficial, o que pode ser um problema para dar amplitude e visibilidade para as suas respectivas campanhas.

De agora em diante as disputas de olho nas eleições deste ano serão ainda mais acirradas, nos programas de rádio, nas redes sociais, com entrevistas mais “ácidas” e críticas mais agudas aos “gestores de plantão”, como também para quem se coloca como alternativa ou até para quem assume um posicionamento político. Mas não custa lembrar que, apesar de se ter muita liberdade de expressão, existem limites estabelecidos por lei, ou seja, se haverá disputa, também existirá bastante fiscalização.

Mas, em síntese, os festejos juninos se vão, mas esse final de pré-campanha em julho vai dividir um pouco das atenções com a Copa do Mundo de Futebol e, principalmente, se a Seleção Brasileira continuar “viva” na disputa pelo sonhado hexacampeonato. Mas, de 20 de julho em diante, será difícil ver os noticiários desviando o foco dos bastidores do mundo político. Já partindo da disputa presidencial, passando pelos embates estaduais e até a corrida por cadeiras no Legislativo. Será um mês de definições…

Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.

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