A iniciativa trabalha o autoconhecimento, o desenvolvimento saudável e a valorização de redes de apoio.

Na tarde desta quinta-feira, 17, crianças assistidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Jardim Esperança participaram de uma série de brincadeiras socioeducativas direcionadas ao autoconhecimento e ao desenvolvimento saudável das emoções. As atividades, propostas pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), integram a campanha nacional Setembro Amarelo, de conscientização sobre a valorização da vida e prevenção ao suicídio.

As brincadeiras, precedidas pela exibição de um vídeo temático da campanha e por uma sessão de meditação guiada, foram divididas em três etapas de dinâmicas interativas que incentivaram as crianças a reconhecer as próprias emoções, identificar maneiras saudáveis de externalizá-las e reconhecer referências pessoais positivas com quem podem contar no dia a dia.

Entre elas estavam a confecção do “semáforo das emoções”, em que as crianças indicaram as emoções que as faziam parar e refletir; a construção coletiva de um “cartaz do autoconhecimento”, em que todas escreveram suas qualidades e brincadeiras preferidas em uma grande cartolina amarela; e, então, a criação de uma “teia de apoio”, em que falaram sobre as pessoas que consideram referências positivas e com quem sabem que podem contar. Posteriormente, todas as confecções ficaram expostas nas paredes do Cras.

A assistente social, Joira Lacerda, mediou a dinâmica junto à educadora Cleice Santos. Segundo ela, o objetivo das brincadeiras é incentivar o desenvolvimento saudável das crianças ao abordar os temas sobre saúde mental e valorização da vida de forma lúdica e descontraída.

“Estamos trabalhando o Setembro Amarelo com as crianças na perspectiva de que elas aprendam a trabalhar suas emoções de forma saudável, para que saibam lidar com as frustrações, por exemplo, ou com a tristeza, a raiva e a alegria. Também é importante que elas saibam com quem contar nos momentos difíceis e como devem levar as emoções para os pais, responsáveis ou para a própria equipe do Cras. Essas emoções não podem ficar engarrafadas. É preciso externar e evitar qualquer processo de adoecimento”, destacou.

O pequeno Samuel, que completou 10 anos de idade no mês de agosto, aprovou a tarde de aprendizados e compartilhou o que mais gosta de fazer quando está se sentindo triste. “Aprendi que o Setembro Amarelo é para cuidar da saúde mental e a gente faz isso fazendo o que gosta. Eu gosto de tomar café e gostei do passeio que fizemos no Museu na terça-feira passada. Tinha uma estátua gigante e um caranguejo dentro de uma garrafa e eu queria morar lá”, comentou.

Fonte, Agência Aracaju de Notícias.

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