
Com o objetivo de alinhar políticas públicas e ampliar o suporte à inclusão, as secretarias municipais dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Semdef), da Família e da Assistência Social (Semfas) e da Saúde realizaram, esta semana, uma reunião intersetorial com a equipe do Instituto Girassol, no auditório da Prefeitura de Aracaju.
O encontro focou na escuta ativa das demandas e dos serviços prestados pela instituição. A presidente do Instituto Girassol, Jesebel Argentina Cintra, relatou a motivação pessoal por trás da criação do espaço. “Sou uma pessoa com deficiência, com fibromialgia, e estive na condição de deficiente física, passando quatro meses de cadeira de rodas após uma hérnia de disco. Nasceu para representar a luta de outra pessoa, nasceu pela minha própria dor”, contou.
Inicialmente voltado para o atendimento de mulheres em recuperação de acidente vascular cerebral (AVC), hérnia de disco, parestesia e fibromialgia, o projeto expandiu-se para atender múltiplos públicos. Atualmente, a instituição oferece arteterapia, psicologia, terapia ocupacional, esportes adaptados, fonoaudiologia, psicomotricidade, fisioterapia, musicoterapia e psicopedagogia. O instituto atende mais de mil famílias de vários municípios e, entre 2025 e 2026, prestou atendimento gratuito a mais de 500 crianças.
A secretária da Semdef, Camilla Feitosa, destacou a importância das visitas institucionais e da articulação entre as pastas. “Quando a gente vê como as políticas públicas podem afetar positivamente na vida das pessoas, é gratificante. Para chegar ao nosso público, estamos ouvindo as instituições e vamos tratar com as secretarias de temas correlatos, como Assistência Social, Saúde e Educação”, enfatizou.
O secretário da Semfas, Luciano Paz, elogiou a apresentação e manifestou interesse em conhecer a sede. “Temos interesse em visitar o local e o trabalho que a comunidade reconhece como referência. A prefeita instituiu um comitê de trabalho entre saúde e assistência para resolvermos demandas em conjunto, dando mais agilidade”, afirmou, acrescentando que os apontamentos da reunião serão repassados à prefeita Emília.
O impacto prático da rede de apoio foi ilustrado pelo depoimento de Camilly Kelly Lima da Silva, mãe de uma criança autista nível 2 de suporte. “Antes do Girassol, vivia completamente desregulada. Era chamada de louca, brigava e pensava em suicídio. Hoje, consigo me regular e ajudar outras mães. Aprendi que para ter voz não precisamos de escândalo. Na calmaria, conseguimos tudo”, concluiu.
Fonte, Agência Aracaju de Notícias.
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