Excesso de velocidade, ultrapassagens inadequadas, falha na percepção de risco, entre outros fatores têm sido as principais causas de sinistros e óbitos envolvendo motocicletas no trânsito de Aracaju. Segundo dados estatísticos da SMTT, BPtran, BPRv e IML, de janeiro a 21 de maio deste ano foram registrados 14 óbitos envolvendo motociclistas na capital. Esse número representa um aumento de aproximadamente 16,7% quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 12 óbitos. Em todo o ano de 2025 foram registrados 1.782 sinistros envolvendo motociclistas, sendo 34 fatais e 1.748 não fatais.
Visando encontrar soluções que façam reduzir esses índices, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), realizou na manhã desta segunda-feira, 25, a sétima reunião do Grupo de Estudos com diversos órgãos de trânsito, segurança pública, saúde e educação. Desta vez o encontro teve como convidada a assessora técnica do Samu, Daniele Martins, que trouxe aos participantes os dados do perfil de atendimentos feitos pelo Serviço Móvel de Urgência, relativos aos sinistros com motocicletas.
A reunião foi conduzida pela consultora técnica da SMTT, Selma Dantas, que também coordenou o compartilhamento de sugestões de cada participante sobre como reduzir o número de sinistros. “A representante do Samu nos trouxe dados muito importantes que evidenciam, cada vez mais, que a gente precisa persistir em encontrar uma saída para que essas mortes no trânsito sejam menores. Precisamos humanizar o trânsito e que a rede de saúde não tenha esse gasto tão grande com essas lesões e mortes que vêm acontecendo no trânsito de Aracaju”, afirmou.
Uma das atividades que ficaram acertadas na reunião será a realização da primeira Ação Integrada, no mês de julho, com a participação das diversas instituições de trânsito, segurança pública, saúde e educação, nas entradas da capital, onde haverá uma ação de conscientização com os condutores.
Dados do Samu
Durante o encontro, a assessora técnica do Samu, Daniele Martins, apresentou dados estatísticos sobre o perfil de atendimentos feitos pelo Serviço Móvel de Urgência. Segundo ela, em Sergipe, de janeiro a abril deste ano, o Samu atendeu 3.321 ocorrências envolvendo motocicletas. As vítimas eram predominantemente do sexo masculino, e as faixas etárias com maiores índices de atendimento foram dos 18 aos 29 e dos 30 aos 39 anos, perfil que se encaixa no de pessoas economicamente ativas.
“Tudo isso leva a uma grande demanda por atendimento e sobrecarrega a rede hospitalar e de trauma. A gente precisa encarar o trauma como um problema de saúde pública, que tem como causa o próprio sinistro. Então, quando a gente se reúne para discutir estratégias de prevenção, a gente está trabalhando com a prevenção de uma doença que mata muito. Eu acho que isso faz com que a gente consiga traçar estratégias mais fortes com relação a políticas públicas”, disse.
Ainda segundo a assessora técnica do Samu, a prevenção de sinistros é  uma responsabilidade coletiva. “A redução dos acidentes motociclísticos depende da atuação integrada entre órgãos de trânsito, serviços de saúde, forças de segurança, instituições educacionais, gestores públicos e sociedade civil. Educação no trânsito, fiscalização efetiva e prevenção salvam vidas e reduzem o impacto sobre a rede de urgência e emergência”, declarou.
Um dos participantes foi o tenente Willams Lins da Silva, do Grupamento Especial Tático de Motos (GETAM). Para ele, é necessário que haja educação para o trânsito, o cuidado com os equipamentos que são utilizados pelos motociclistas, e a conscientização da sua responsabilidade. “O indivíduo tem que ter consciência de que a norma existe para assegurar a sua integridade física, mas se ele não tem essa percepção, os órgãos devem atuar de forma a conscientizar esse indivíduo através da fiscalização. É necessário que os condutores sigam algumas condutas que condigam com a sua segurança e a de terceiros. Então a ideia aqui é planejar atos concretos que resultem na redução desses acidentes e mortes”, disse.
O presidente da Associação dos Transportadores Escolares do Estado de Sergipe (Astranspe), Altran Cruz da Silva, também contribuiu com sugestões. “É preciso que haja a iniciativa do poder público de incluir, no currículo escolar, a educação para o trânsito. Isso tem que vir de berço. Quando os agentes vão às escolas e fazem palestras e demonstrações, as crianças repassam isso para os pais”, declarou.
Fonte, Agência Aracaju de Notícias.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • UFS sedia evento gratuito focado na criação de patentes e tecnologias em Sergipe

    A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realiza, entre os dias [...]

  • Setor de transporte conta com aplicativo para auxiliar o deslocamento de pessoas com deficiência visual

    O Cittamobi Acessibilidade reafirma o compromisso do sistema de transporte [...]

  • Prefeitura reúne órgãos para tratar redução dos sinistros com motociclistas em Aracaju

    Excesso de velocidade, ultrapassagens inadequadas, falha na percepção de risco, [...]

  • Fim da escala 6×1: relator propõe que um dia de folga seja no domingo

    O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 [...]

  • HackAiá da Capsulana encerra primeira edição unindo inovação e cultura nordestina em Aracaju

    O 'HackAiá da Capsulana' chegou ao fim consolidando-se como uma [...]