Os brasileiros em geral acompanharam as movimentações nos bastidores da política até o fechamento da janela partidária que permitiu que pré-candidatos pudessem trocar de legendas sem o risco de perda de mandatos. Aqui em Sergipe essas trocas também ocorreram, inclusive com mudanças de agrupamentos políticos, ou seja, em alguns casos alguns políticos deixaram uma legenda de situação para caminhar com a oposição, entendendo que este caminho é o mais fácil para ser exitoso nas urnas.

No plano nacional, apesar de existirem algumas pré-candidaturas sendo discutidas, é inegável a polarização entre o atual presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente. Apesar de inúmeras tentativas, por enquanto continua sem espaço para a constituição de uma “terceira via” competitiva, ou seja, qualquer outro projeto que não seja do PT ou do PL caminha para uma espécie de “figuração”, com poucas chances de êxito.

Aqui em Sergipe, o cenário não é muito diferente. Há uma aparente polarização entre o atual governador Fábio Mitidieri (PSD) e o agora ex-prefeito de Itabaiana e pré-candidato a governador Valmir de Francisquinho (Republicanos). O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques (PL), também está na disputa como pré-candidato, mas por enquanto não vem dando demonstrações de que conseguirá competir diante dessa disputa direta entre Fábio e Valmir.

Só que os brasileiros, e os sergipanos, em especial, precisam se atentar para um “detalhe” que boa parte da mídia não tem divulgado: os cenários políticos atuais ainda não são definitivos, ou seja, até o fim das convenções partidárias, em 5 de agosto deste ano, tudo pode acontecer, inclusive nada, mas o partido que compõe um agrupamento agora, poderá fazer uma aliança com outro grupo lá na frente, havendo um entendimento entre os dirigentes e seus filiados.

Em síntese, se por exemplo, um partido hoje apoia a reeleição do governador Fábio Mitidieri, quando das convenções, entre o final de julho e início de agosto, se existir um entendimento da maioria de migrar para a oposição, o cenário muda completamente, com a legenda apoiando Valmir de Francisquinho, Ricardo Marques ou até uma pré-candidatura própria para o governo do Estado. Por isso, qualquer análise mais aprofundada agora pode não se consolidar em alguns meses.

Hoje o cenário em Sergipe impõe a Valmir de Francisquinho o apoio apenas do Republicanos, por enquanto; já Ricardo Marques trabalha com o PL, o Podemos e o Novo; algumas legendas ainda não se posicionaram e outras defendem a reeleição de Fábio Mitidieri. Mas essa “construção” iniciada agora, com as filiações partidárias, só se consolida em agosto, com a coligação majoritária para presidente da República e para governador. No mais o que nos resta é esperar e acompanhar os movimentos….

Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.

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