Uma parcela importante da população brasileira encerrou a semana estarrecida com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por maioria, decidiu derrubar a prorrogação da CPI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por mais 60 dias, dentro do que foi proposto pelo ministro André Mendonça. Muito mais dos que as tensões criadas com o Poder Legislativo, com mais uma interferência absurda e inexplicável do Judiciário, deixaram no ar uma sensação de impunidade com a corrupção.

O julgamento em questão deixou explícita a divisão entre ministros da Suprema Corte e o mais completo desequilíbrio na independência entre os poderes. Que fique o registro que com a visível omissão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União/AP), que faz uma espécie de “jogo duplo”, de um lado defendendo o Congresso Nacional e do outro com pouca disposição para maiores questionamentos ao Poder Judiciário.

Impedir a continuidade dos trabalhos da CPI é um “golpe” por interromper as investigações contra quem “roubou” o dinheiro público. Considerando que tudo o que viria à tona seria devidamente analisado e o próprio Poder Judiciário decidiria se tinha ou não procedência legal. A decisão da maioria dos ministros do STF parece “jogar embaixo do tapete” toda a sujeira que pode vir à tona sobre os bilhões desviados dos velhinhos e aposentados do nosso País. Um escândalo!

Isso em um momento em que ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes tiveram suas relações expostas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ou seja, fica a sensação de que os magistrados querem esconder algo que não pode se tornar do conhecimento da opinião pública. E o relatório da CPI do INSS, apresentado pelo relator e deputado Alfredo Gaspar, que pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, inclusive de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, foi rejeitado por maioria (19 x 12).

O resultado foi uma CPI tão importante para a democracia brasileira e o Estado Democrático de Direito, que gerou tanta expectativa nessa parcela importante da população, e que findou sendo encerrada sem um relatório final. Além de decepcionante, da revolta de parte do parlamento brasileiro, soou negativamente a “festa” de governistas se confraternizando pela rejeição de um relatório que, mesmo politizado, poderia revelar uma das “páginas mais sujas” da história política brasileira.

Coincidência ou não, o presidente Lula (PT), de olho na reeleição, insiste em fazer anúncios de ações “populistas”, que não “corrigem a rota” do País, mas que soam como “afagos” para a pobreza. Quando seu governo não consegue dar as respostas que a maioria dos brasileiros espera, quem começa a crescer assustadoramente neste cenário é o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Já existem levantamentos que o colocam na frente da corrida eleitoral em um provável 2º turno.

Em síntese, e repetindo o que foi dito por este espaço recentemente, o governo Lula e as ações do STF continuam atuando como verdadeiros “cabos eleitorais” para que Flávio Bolsonaro chegue à presidência da República. A decisão do Supremo de impedir a continuidade das investigações pela CPI do INSS e a celebração dos governistas de rejeitar o relatório estão em perfeita “sintonia”! Talvez seja apenas coincidência, mas o brasileiro está atento a tudo e vai se manifestar dentro do ano eleitoral…

Por Habacuque Villacorte da equipe CinformOnline.

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