A economia de Aracaju deve receber um impulso significativo com o pagamento da primeira parcela do 13º salário aos trabalhadores com carteira assinada. Projeção elaborada pelo Observatório Econômico da Prefeitura de Aracaju, a partir de dados da RAIS e do Caged, estima que esta primeira fase do benefício injete mais de R$ 270,5 milhões na economia da capital.

O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, destaca que o pagamento do 13º reforça o aquecimento econômico da cidade e contribui diretamente para o fortalecimento dos setores produtivos.

“A circulação desse recurso tem impacto imediato na economia local. Ele fortalece o comércio, impulsiona o setor de serviços e gera mais oportunidades para quem empreende. A gestão municipal segue empenhada em manter um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico, com inovação, estímulo aos negócios e criação de novas vagas de emprego”, afirma o secretário.

Aracaju possui 199.148 trabalhadores celetistas, com média salarial de R$ 2.716,70. Como a primeira parcela do 13º é paga sem descontos, o impacto financeiro é ainda maior neste momento. Considerando o pagamento integral do benefício até dezembro, a circulação total pode ultrapassar R$ 541 milhões.

A maior parte dessa movimentação virá do setor de serviços, que conta com 121.480 trabalhadores e deve chegar a R$ 168,8 milhões somente na primeira parcela. O comércio também aparece com peso relevante, com previsão de R$ 48,1 milhões ainda em novembro. Construção civil, indústria e agropecuária completam o panorama dos setores que devem sentir o reflexo do aumento no consumo.

A presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), Melissa Rollemberg, destaca que o aumento na circulação de renda também amplia a busca por capacitação e oportunidades profissionais.

“Esse movimento econômico reforça a importância da qualificação como porta de entrada para novas vagas e para o fortalecimento dos pequenos negócios. Quando a renda circula, cresce a demanda por serviços, comércio e mão de obra. Por isso, a Fundat segue comprometida em oferecer cursos gratuitos e alinhados às necessidades do mercado, preparando os trabalhadores de Aracaju para aproveitarem esse cenário positivo e conquistarem melhores oportunidades”, afirma a presidente.

O ambiente positivo é reforçado pelos dados da Receita Federal, que mostram a abertura de 287 novas empresas do comércio entre janeiro e outubro deste ano em Aracaju. Entre elas, destacam-se estabelecimentos de vestuário, perfumaria, calçados, artigos esportivos e eletroeletrônicos, segmentos tradicionalmente impulsionados pela chegada do 13º salário.

Com o cenário de maior circulação de renda e proximidade de datas como Black Friday e Natal, Aracaju deve registrar um dos períodos mais fortes de movimentação econômica do ano.

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