A gravidade da depressão pós-parto e a possibilidade do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é uma das preocupações dos especialistas em todo o mundo. Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, a psicóloga Naiara França da Silva alerta para os cuidados com o TAB. Ela observa que embora a depressão pós-parto possa trazer características semelhantes ao TAB, a maior parte das mulheres que desenvolve essa crise não recebe o diagnóstico de bipolaridade.

Naiara deixa claro que é muito importante a mulher manter a doença estabilizada e a sua saúde emocional estável durante toda a gravidez e após o parto. “A mulher com TAB apresenta um risco maior de sofrer com o episódio depressivo ou maníaco, principalmente, nos primeiros três meses após o parto”, alerta a psicóloga.  Ela esclarece que é preciso entender que o diagnóstico só ocorre quando o paciente já manifestou episódios depressivos maiores, maníacos e hipomaníacos”, ressalta.

A especialista observa que os episódios depressivos ou de mania duram aproximadamente duas semanas, não se alternando a cada momento do dia. Além disso, mudar de ideia, como explica a psicóloga, não caracteriza que a pessoa tem um transtorno, deixando claro que existem tratamentos muito eficientes. “Pesquisas apontam que o TAB está relacionado a aspectos biopsicossociais. Sendo assim, os pacientes podem contar com tratamento psicoterápico e psiquiátrico para lidar com a situação”, atenta.

Entenda

Naiara explica que esse distúrbio é caracterizado por duas fases que envolvem mudanças claras de humor na energia e nos níveis de atividade: Transtorno Bipolar tipo 1 (Mania): os sintomas são mais intensos e caracterizado por fases de humor eufórico combinados ao estado mais leve de excitação e otimismo exagerado. Transtorno Bipolar tipo 2 (depressivo): Os episódios de depressão são mais frequentes e os sintomas estão mais ligados à tristeza profunda, a desesperança e a falta de estímulo para com a vida.
Há diferentes situações que se dividem em episódios maníacos que envolvem humor elevado ou irritado. Geralmente começam abruptamente e duram entre duas semanas e até cinco meses. Já nos outros episódios, a pessoa se sente muito triste e perde o interesse nas suas atividades. Pensa e se move lentamente e pode dormir além do normal. Pode se sentir sobrecarregada por sentimentos de desesperança e culpa. Esses episódios tendem a durar mais tempo, em média seis meses”, assegura a especialista.

Segundo a psicóloga,  a importância do diagnóstico precoce está em minimizar os prejuízos funcionais advindos e observa que caso o transtorno não seja tratado precocemente e adequadamente, podem ocorrer sérios problemas, como o risco de suicídio, prejuízo escolar, abandono escolar, uso de substâncias psicoativas, discórdia familiar, dificuldade de relacionamento interpessoal e retraimento social. “O diagnóstico e tratamento otimizados são essenciais para diminuir o sofrimento dos pacientes, além de reduzir a cronicidade, a morbidade e a mortalidade associadas a essa condição”, conclui a psicóloga.

 

 

Agência de Notícias SE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Itabaiana receberá a 71ª edição do ‘Sergipe é aqui’ na próxima sexta-feira, 10

    É no agreste do estado, mais precisamente no município de [...]

  • Novos cargos são para recompor capacidade do Estado, diz ministra

    A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, [...]

  • Capacitação fortalece prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama em Sergipe

    A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da [...]

  • Prefeitura fortalece políticas públicas com escuta qualificada de mulheres atendidas pelo CRAM

    A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da [...]

  • Produção de petróleo e gás natural do Brasil bate recorde em fevereiro

    A produção de petróleo e gás natural no país bateu [...]