Em parceria com o Instituto Social Ágatha, ações de conscientização serão realizadas em Aracaju e São Cristóvão
Desde 1995, mais de 60 mil pessoas foram resgatadas em condições semelhantes à escravidão no Brasil. Em 2024, o país registrou mais de 1.600 trabalhadores resgatados, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados mostram que o trabalho escravo ainda existe e precisa ser combatido.
Para conscientizar a população sobre o tema, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) e o Instituto Social Ágatha realizam, de 28 de janeiro a 02 de fevereiro, a campanha “Trabalho sim, escravidão não!”. “Nosso objetivo não é repetir o que se aprende nos livros de história. Essa escravidão, embora a Lei Áurea tenha eliminado da nossa realidade, ainda existe, porque temos encontrado, em várias atividades econômicas, trabalhadores reduzidos à condição de escravo. Conscientizar a sociedade é o melhor caminho para que, efetivamente, a gente consiga combater esse crime e essa situação que leva à indignidade do trabalhador brasileiro”, destacou o procurador do Trabalho Adroaldo Bispo.
Os elementos visuais da campanha trazem a xita e a xilogravura em destaque, com representações das principais formas de escravização contemporânea. Com o lema “Gente nasceu pra ser livre, não pra ser escravizada”, as ações de conscientização serão realizadas em diversos pontos da capital, a exemplo do conjunto Augusto Franco, calçadões do centro comercial, e na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão. “A proposta desse ano é levar essa mensagem a outros lugares, fazer uma campanha itinerante e alcançar mais pessoas. Isso faz com que a informação e o alerta cheguem, de fato, a quem precisa”, pontuou a presidente do Instituto Social Ágatha, Talita Verônica.
Teatro e conscientização
Uma novidade da campanha este ano é a participação do Teatro de Bonecos Mamulengo de Cheiroso, que apresenta a peça: “Quem vê cara, não vê coração. Trabalho sim, escravidão não”, de autoria e direção de Gustavo Floriano. Com quase 50 anos de história, através da arte, o grupo sergipano vai levar a mensagem contra o trabalho escravo com uma linguagem simples e enaltecendo a cultura local. “Em 2025, o Mamulengo de Cheiroso completa 47 anos e sempre pensamos que estamos começando. Vamos tratar de um tema muito importante: o trabalho escravo. Nossa equipe está empenhada e espera surpreender o público com esse enredo”, disse o fundador e diretor artístico do grupo, Augusto Barreto.
A pré-estreia da campanha acontece no próximo dia 28/01, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, no auditório do MPT-SE, em Aracaju, durante o III Fórum de Combate ao Trabalho Escravo, quando haverá a primeira apresentação do grupo Mamulengo de Cheiroso.
A partir do dia 29, as apresentações circulam na cidade. Confira, abaixo, a programação completa:
Campanha “Trabalho sim, escravidão não!”
De 28/01 a 02/02:
28/01: III Fórum de Combate ao Trabalho Escravo (Abertura: 08h30 – Auditório do MPT-SE: Avenida Desembargador Maynard, n. 72 – Bairro Cirurgia, Aracaju)
29/01: Feira do Conjunto Augusto Franco (16h)
30/01: UFS (Resun – 11h)
31/01: Cruzamento dos Calçadões (Ponto de Referência: Fundat – calçadão da rua João Pessoa) (10h)
01/02: A definir
02/02: Orla da Atalaia (perto da pista de patinação) (10h)
Fonte, Ascom – PRT20.

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