São 17 milhões de vacinados, o que é muita coisa, mas não se fala disso em lugar nenhum da grande mídia. Ali, só se fala em miséria, em mortes, em desespero, esquece-se propositalmente a esperança em dias melhores, o que é uma certeza por via de consequência da imunização gradual da população.

O Brasil não está distante das grandes potências em termos de avanço, graças à estrutura existente na rede de saúde pública e do seu sistema único, que serve de modelo para vários países do mundo.

Mas, embora os indicativos apontem para a vitória da ciência sobre o vírus, a sociedade ainda tem que engolir o malfadado indigesto dos noticiários mórbidos de todos os dias, espaço cuidadosamente manipulado para inserção opinativa de amargo sabor político, onde os historicamente encastelados nas estruturas de poder buscam enfraquecer qualquer nova força que busque enfrentá-los.

Ao passo, milhares de profissionais de saúde arriscam suas vidas para salvar outras, para cuidar dos hospitalizados que sofrem com a falta de medicamentos e leitos, tudo por conta de governantes das unidades da Federação que se escondem por trás de um manto, hábil e maldosamente costurado para protegê-los, culpando o presidente, que cometeu seus próprios pecados, por todas as mazelas na condução da pandemia.

Esses seres omitem a discussão acerca da economia do país, como se fosse possível dissociar saúde de alimentação.

Não é possível que o tema do noticiário permaneça como um discurso tão alinhado que não enxergue essas conquistas que abrem a esperança desse povo tão sofrido por um longo ano de privação de tudo quanto a sociedade conquistou nesses milênios de civilização.

A população quer que o Jornal Nacional abra seus noticiários com o tema “Marcha da vacinação ¬ 600 mil doses aplicadas em 24 horas”, e não com o malsinado “Faltou vacina em São Procópio do Sul – 22 doses deixaram de ser aplicadas”.

Todos sabem que jornalismo se faz com más notícias, acusações, denúncias, mas tem uma hora que é preciso sensibilidade para entender o momento por que passa a população. Este momento é chegado. O povo já não suporta tanta provação. É tempo de vacinação. É tempo de esperança!

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