Plenário do órgão ratificará decisão na próxima semana

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas acatou nessa sexta-feira (13) à noite um pedido de medida cautelar do Ministério da Economia e suspendeu a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), aprovada pelo Congresso nesta semana. O plenário do órgão deverá ratificar a decisão nas próximas sessões.

No despacho, Dantas reiterou que um acórdão do TCU de agosto do ano passado veda a execução de qualquer gasto extra sem que se aponte uma fonte alternativa de recursos, como aumento de tributos ou remanejamento de despesas. A Lei de Responsabilidade Fiscal aponta que todo gasto deve ter uma fonte específica de recursos.

Na quarta-feira (11), o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro a um projeto de lei do Senado que dobra a renda per capita familiar para ter acesso ao BPC. O valor máximo passou de um quarto de salário mínimo (R$ 261,25 em valores atuais) por membro da família para meio salário (R$ 522,50). A medida teria impacto de R$ 20 bilhões no Orçamento da União deste ano. Em dez anos, a despesa extra chegaria R$ 217 bilhões, o que equivaleria a mais de um quarto da economia de R$ 800,3 bilhões com a reforma da Previdência no mesmo período.

Com a decisão do TCU, a ampliação do BPC fica na prática suspensa até que haja fonte de recursos. “O aumento dos gastos decorrentes da lei em questão fica condicionado à implementação das medidas exigidas pela legislação. Na prática, caberá ao Poder Executivo adotar as providências a seu cargo, como as medidas de compensação previstas na legislação, o que pode se dar ao longo do ano, de forma paulatina”, escreveu o ministro no despacho.

Segundo Dantas, não cabe ao TCU manifestar-se sobre a constitucionalidade do projeto de lei aprovado pelo Congresso. Ele argumentou que a função do tribunal consiste em controlar a regularidade da execução da despesa e assegurar que o gestor público aja conforme as normas.

Na representação enviada ao TCU, o Ministério da Economia explicou que o veto presidencial à ampliação do BPC foi necessário para evitar iminente lesão às contas públicas. “Observa-se que a alteração legal em vias de se concretizar tem potencial de implicar elevado aumento dos gastos com benefício assistencial sem que os requisitos orçamentários e fiscais previstos no ordenamento vigente tenham sido devidamente atendidos”, justificou a pasta.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília – Brasília

Edição: Aécio Amado

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Novo padrão da NFS-e entra em vigor com ambiente de testes para IBS e CBS

    Gestores municipais e empresas precisam se preparar para as mudanças [...]

  • Cadastro Imobiliário Brasileiro é tema de reunião realizada entre Emurb e Semfaz

    A Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) realizou, nesta [...]

  • Índice de inflação é o quinto menor em 31 anos. ‘Os pessimistas erraram’, diz Lula

    A inflação oficial brasileira, registrada por meio do Índice Nacional [...]

  • Governo de Sergipe inaugura reforma e ampliação do Centro de Excelência Professor Cezário Siqueira, em Propriá

    O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado [...]

  • Obras da Rodovia SE-175 atingem 45% de execução em Nossa Senhora da Glória

    O Governo de Sergipe, por meio do Departamento Estadual de [...]