A ameaça de força da China permanece, disse a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, nesta quinta-feira (11), embora os maiores exercícios militares já realizados por Pequim ao redor da ilha pareçam estar diminuindo.

Em protesto a uma visita a Taiwan,na semana passada, da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos (EUA), Nancy Pelosi, a China lançou mísseis balísticos e mobilizou vários aviões e navios de guerra nos últimos dias, para simular ataques marítimos e aéreos.

A China, que reivindica Taiwan como parte de seu território, informou ontem que manterá as patrulhas, mas “concluiu várias tarefas” perto de Taiwan, sinalizando possível fim dos jogos de guerra, mesmo mantendo a pressão.

Taiwan também vem realizando exercícios anuais de escala relativamente pequena, programados antes da visita polêmica e destinados a se preparar para repelir uma invasão.

“Neste momento, a ameaça de força militar chinesa não diminuiu”, disse Tsai Ing-wen aos oficiais da Força Aérea, segundo comunicado de seu gabinete.

Taiwan não aumentará o conflito nem provocará disputas, afirmou ela, acrescentando: “Vamos defender firmemente nossa soberania e segurança nacional e aderir à linha de defesa da democracia e da liberdade”.

Uma fonte bem informada sobre o assunto disse à Reuters que o número de navios de guerra perto da linha mediana do Estreito de Taiwan, zona de proteção não oficial, foi “bastante reduzido” em relação aos dias anteriores. Mas vários navios da Marinha chinesa realizam missões na costa leste de Taiwan e perto da ilha japonesa de Yonaguni, a mais próxima do território, a cerca de 100 quilômetros de distância.

O Ministério da Defesa de Taiwan informou, em nota, que detectou 21 aviões militares chineses e seis navios dentro e ao redor do Estreito de Taiwan, dos quais 11 aviões cruzaram a linha mediana.

O número é inferior aos 36 aviões e dez navios detectados no dia anterior, quando 17 aviõescruzaram a linha mediana.

Taiwan vive sob ameaça de invasão chinesa desde 1949, quando o derrotado governo nacionalista da República da China fugiu para a ilha, depois que o Partido Comunista de Mao Zedong venceu uma guerra civil.

A China diz que as relações com Taiwan são assunto interno e se reserva o direito de colocar a ilha sob seu controle, pela força, se necessário.

O governo democraticamente eleito de Taiwan afirma que a República Popular da China nunca governou a ilha, portanto não tem o direito de decidir seu futuro ou reivindicá-la para si.

 

Agência Brasil

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