A cliente me ligou e disse: “gostaria que fosse você quem escrevesse esse release sobre as Mulheres da empresa”. Aceitei de cara, mas não medi a responsabilidade. Agora, enquanto o redijo, faço este parêntese em público.

Do quanto nós, mulheres, avançamos. Do quanto ainda falta em termos de igualdade e abertura de consciência da sociedade em geral, inclusive das próprias mulheres. Sou filha de mãe em carreira solo. Criada por uma avó que me adotou como sua filha também. Minha influência é matriarcal e as pessoas mais fortes que conheço são mulheres.

Numa empresa com 65 anos, como esta que assessoro, imaginemos o desbravamento total das mulheres. Muitas hoje, em posição de liderança. A história nos conta o quanto ser mulher era sinônimo de submissão aos pais e maridos.

Estupradas, vistas como objetos, condenadas a não terem acesso a estudo, ao voto (há países que isso ainda é uma realidade) e até com quem iria se relacionar. Queimadas como bruxas, afinal, nos foi concedida a confiança em ser fonte reprodutiva e intuitiva pelo Ser que tudo criou. E, como se não bastasse tamanho compromisso com a perenidade da espécie humana, ainda alimentamos em nossos seios, os filhos.

“Como explicar que me sinto mãe do mundo?”, indaga Clarice Lispector, escritora que este ano tem seu centenário e também era mãe devotada. Mesmo as que não procriam são mães. Dia desses um estudante de jornalismo que fez processo seletivo para a VIP me questionou porque minha equipe é tão feminina. Ora, já tem homem demais nas outras agências e nós, cuidamos umas das outras. É assim que funciona o instinto feminino, que há em homens e mulheres, mas se revela mais empoderado e fortalecido entre as manas.

Estas músicas que incitam ‘inimigas’ ou propagandas e filmes que colocam a mulher numa posição subjugada, tal qual o produto a ser vendido, estão promovendo um desserviço. E mais do que um ato político, qualquer ser humano que tenha mãe, irmã ou filha, deveria de posicionar quanto a garantir direitos de proteção à mulher. Sabia que dentro da pandemia do coronavírus há outra pandemia? É a do aumento surreal da violência doméstica durante o período da quarentena. Sexo frágil? Não, a justiça e a falta de acolhimento da sociedade junto às vítimas é que vêm sendo frouxas, desmoralizantes e vergonhosas.

Cabe a nós, mulheres, mais do que nunca, criar os nossos espaços. Só passei a ser mais ouvida nas rodas de reuniões predominantemente masculinas ao apresentar resultados que calam qualquer crítica descabida. Apresentemos números e provemos competência. Portanto: estudem!! Quebrem paradigmas onde estiverem. Busquem a sua independência financeira, consequência de realização profissional e não, de casamentos.

Não sejam ‘pau mandado’. Formei-me nos cursos que quis e não no que minha família queria para mim. Não cumpro regras ou metas estabelecidas por outrem. Conheçam-se em profundidade. Reconheçam o imenso valor que possuem, cada qual com seu talento e vocação. A única pessoa que estará com você por toda a eternidade é você mesma. Respeite-se ao máximo.

E se você encontra-se nesta condição feminina de tamanho aprendizado, nesta época cheia de relativismos, se fortaleça junto a outras mulheres. É importante. Não somos heroínas e não precisamos estar com cabelo ok, sobrancelha ok e bunda ok, antes de SERMOS OK com a gente mesma. Só nasce mulher quem tem coragem!

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