O objetivo do levantamento é identificar em tempo hábil a população de vetor existente no estado e todos os 75 municípios fizeram a investigação

Os municípios sergipanos, com acompanhamento e supervisão da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizaram, neste mês de janeiro, o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRAa) do ano. O objetivo do levantamento é identificar em tempo hábil a população de vetor existente no estado e todos os 75 municípios fizeram a investigação. O Ministério da Saúde (MS) estabelece que sejam realizados, no mínimo, quatro levantamentos por ano, mas, em Sergipe, são realizados seis, a cada dois meses.

O índice de classificação de janeiro de 2019 aponta que 46 municípios estão em baixo risco, 24 em médio e cinco em alto risco. Os municípios Nossa Senhora das Dores e Tomar do Geru que em 2018 estavam com alto risco de infestação, passaram para médio e baixo, respectivamente. Já Feira Nova e Riachão do Dantas passaram a fazer parte do nível alto, juntamente com Salgado, Simão Dias e Nossa Senhora de Lourdes que terminaram o ano de 2018 em alto risco e permaneceram com o mesmo nível em 2019.

“Chamamos a atenção para aqueles municípios onde os índices se apresentaram com classificação de baixo risco. É importante que os técnicos e gestores municipais, verifiquem outros indicadores também, como, por exemplo, o número de pendências de imóveis que ficaram sem visitar, porque nesses imóveis pode haver algum foco. É fundamental que se acompanhe também, junto às Unidades de Saúde, ocorrência de casos suspeitos, reclamações da população sobre surgimento de vetores (muriçoca), além de analisar a condição ambiental. Claro que esses indicadores devem ser também observados pelos demais municípios, com classificação de médio e alto risco”, explica a gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Estado, Sidney Lourdes Cesar Souza Sá.

O Aedes Aegypti é o vetor transmissor de três doenças preocupantes, a dengue, a chikungunya e a zika vírus e os municípios que apareceram ou permanecem em alto risco precisam verificar onde estão ocorrendo as falhas no trabalho de combate ao mosquito, o que está havendo para que o número de infestações não reduza.

“Diante desse resultado, na próxima semana faremos a programação nos municípios que se encontram em alto risco e naqueles que a gente acredita serem extremamente estratégicos, como os que estão em médio risco, mas bem próximo do alto, para aplicação de fumacê. Porém, o fumacê não é ferramenta única para o controle e prevenção das arboviroses. Essa é mais uma ferramenta que estamos disponibilizando para o gestor municipal intensificar as ações. A ação do agente precisa ser contínua, mesmo com o carro fumacê passando no território municipal. É preciso intensificar as ações, de forma a melhorar os indicadores”, reforça Sidney.

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