A certificação pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), emitida pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), tem se destacado como um impulsionador importante para empresas do setor no estado. Esse sistema, que garante a conformidade com os padrões de qualidade, não apenas eleva a reputação das empresas certificadas, mas também abre portas para novos mercados e oportunidades de crescimento.

Empresas como o Laticínio Ouro Bom testemunharam uma transformação notável após a obtenção do selo Sisbi. Antes da certificação, o laticínio operava principalmente no mercado informal, com uma produção modesta. Atualmente, sua produção triplicou, elevando-se para cerca de 40 mil litros de leite por dia, e a empresa expandiu seus mercados para várias regiões do Brasil, incluindo Brasília, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Bahia, além de consolidar sua presença em Sergipe.

Com o selo do Sisbi, o sucesso do Laticínio Ouro Bom vai além dos números de produção e faturamento. A empresa, que agora emprega diretamente 90 funcionários, também beneficia indiretamente uma rede de pequenos produtores locais que fornecem leite para a agroindústria. Além disso, o crescimento das empresas certificadas pelo Sisbi estimula o desenvolvimento econômico em toda a cadeia produtiva, contribuindo para a geração de empregos e o fortalecimento das comunidades locais.

“A certificação pelo Sisbi é uma conquista significativa para as empresas do setor de produtos de origem animal em Sergipe. Ao cumprir os rigorosos padrões de qualidade estabelecidos pelo sistema, essas empresas não apenas garantem a segurança alimentar dos consumidores, mas também fortalecem a credibilidade do setor como um todo. O caso do Laticínio Ouro Bom é um exemplo inspirador do impacto positivo que a certificação pode ter no crescimento e desenvolvimento das empresas locais”, comentou a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade.

Na avaliação do proprietário do Laticínio Ouro Bom, Alan Barros, a certificação pelo Sisbi foi um divisor de águas para a empresa. “Antes do selo, estávamos limitados ao mercado local e operávamos de forma informal. Com o Sisbi, nosso empreendimento ganhou reconhecimento nacional e expandiu seus horizontes. A certificação não apenas impulsionou nosso crescimento, mas também nos motivou a buscar constantemente a excelência em nossos produtos e processos”, destacou.

De acordo com a diretora da Emdagro, assim como o Laticínio Ouro Bom, espera-se que mais empresas do setor busquem a certificação pelo Sisbi. “Essa tendência não apenas beneficiará individualmente as empresas certificadas, mas também contribuirá para o crescimento sustentável do setor de produtos de origem animal em Sergipe, fortalecendo sua posição no mercado nacional”, reforçou Aparecida Andrade.

Serviço de Inspeção

As atividades da inspeção estadual englobam a fiscalização de estabelecimentos com inspeção. O trabalho é feito de forma periódica e permanente. Eles são monitorados variando conforme o risco do estabelecimento. Os permanentes são os abatedouros frigoríficos, de bovinos, suínos e ovinos. Já o monitoramento periódico ocorre nos estabelecimentos de acordo com o risco da atividade.

“A inspeção feita pela Emdagro avalia os aspectos higiênicos, sanitários e de segurança dos alimentos que estão sendo fabricados. Também fazemos avaliações dos produtos produzidos como, por exemplo, a possibilidade de fraude”, comentou a coordenadora de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Tâmara Roxana.

Obtenção do Selo

As empresas que desejarem obter o selo do SIE/Sisbi deverão atender a alguns requisitos, como preencher o requerimento de visita prévia destinada ao diretor presidente da Emdagro, apresentar a documentação exigida, incluindo o Formulário de Registro de Rótulos e o Memorial Econômico Sanitário do Estabelecimento, cumprir os padrões de qualidade e segurança alimentar estabelecidos pelo sistema de inspeção. “Por fim, será avaliado desde a planta do estabelecimento até a execução da obra, com análise também do terreno ser apto a construir”, concluiu Tâmara Roxana.

Fonte, Secom – Estado.

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