A força transformadora nas escolas da Rede Pública Estadual de Educação reflete-se nas melhorias do ensino. É seguindo este caminho que o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), fortalece a Educação Integral em Tempo Integral nas escolas da rede em 2026, com a oferta deste modelo de ensino em mais 37 escolas neste ano, preparadas para adentrar numa modalidade com mais oportunidades para o estudante. Das 319 escolas públicas estaduais, 146 são no modelo integral.

Sob a coordenação do Núcleo Gestor de Educação em Tempo Integral (NGETI), a ampliação terá investimento previsto de R$ 24 milhões este ano, incluindo a alimentação, o transporte escolar e os docentes. O coordenador do NGETI, Cleudo Melo Araújo, reforça que o Estado está fazendo investimentos constantes para o fortalecimento dessa modalidade na rede. “Estas escolas têm recebido investimentos, sobretudo em reformas e ampliações de salas de aula para acomodar atividades e itinerários formativos, além da construção e revitalização de laboratórios, permitindo práticas experimentais e uso de tecnologias educacionais. Também há a instalação de espaços específicos para atividades esportivas, artísticas e culturais, bem como espaços de convivência que favorecem o convívio escolar, leitura, projetos interdisciplinares e atividades de socialização”, diz o diretor, evidenciando a flexibilidade nas grades de horário no tempo integral.

O diretor evidencia a importância da alimentação reforçada nessas escolas, com a implantação de lanches e almoço, garantindo energia, disposição e saúde para os estudantes. Todas estas medidas são fundamentais para o desenvolvimento da educação e do estado de Sergipe. “Na rede pública estadual de Sergipe, a expansão dessa modalidade tem sido marcada por crescimento nas matrículas, investimentos em infraestrutura e indicadores positivos de permanência escolar”, afirma.

A secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães, avalia que a ampliação do ensino em tempo integral vai além de matrícula, de melhoria da estrutura nas escolas, mas é uma forma de ofertar à juventude um conceito de educação na perspectiva de ampliação de oportunidade e transformação de vida. “São escolas que ofertam um trabalho multidiciplinar, com foco em projetos de vida, programas que geram protagonismo juvenil e ampliação de oportunidades”, destaca.

Histórico da evolução

Em 2022, havia 71 escolas da rede dentro da modalidade em 49 cidades sergipanas, atingindo cerca de 17 mil alunos. Em 2023, mais 25 unidades de ensino entraram no Ensino Integral em Tempo Integral, saltando o quantitativo das escolas para 96 em 62 cidades, beneficiando mais de 20.900 alunos. Em sequência, até 2026, foram mais 50 unidades escolares que aderiram ao Ensino em Tempo Integral em 70 municípios, totalizando 146 escolas espalhadas no Estado. Dentro deste acréscimo, está a maior ampliação, com 37 unidades para este ano, e a previsão é de que 35 mil estudantes estejam inseridos no modelo em 2026.

Essa ampliação é alinhada à Política Sergipana de Educação Integral em Tempo Integral, com base na Lei estadual nº 9.800/2025, atendendo ao Plano Estadual de Educação (PEE). A expansão segue em consonância, em nível nacional, com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define a educação no país, e ao Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece, em sua meta de número 6, a expansão do Ensino em Tempo Integral para 50% de todas as escolas públicas brasileiras, com o objetivo de atender, pelo menos, a 25% dos estudantes da educação básica.

Ela também está de acordo com a Lei federal nº 14.640/2023, que estabeleceu o Programa Escola em Tempo Integral para todas as redes inseridas na educação básica do Brasil. O programa procura, com a educação integral, reduzir a evasão escolar e garantir a permanência do estudante na escola, com ambiente acolhedor, alimentação digna e estudo de qualidade, combatendo as desigualdades sociais e econômicas existentes em muitas juventudes e infâncias brasileiras, oferecendo oportunidades de educação e trabalho.

Diferenciais 

As escolas com Ensino Integral em Tempo Integral têm como um grande diferencial a ampliação da jornada do estudante na escola, com mínimo de sete horas. Com a ampliação da grade de ensino é possível efetuar projetos e atividades variadas, tornando as escolas mais dinâmicas, humanizadas e acolhedoras. Neste aspecto, as instituições desta modalidade têm uma educação baseada na complementação da grade curricular, estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com a oferta de atividades formativas que desenvolvem competências e habilidades, integrando as disciplinas com as áreas de esporte, cultura, artes, tecnologia e ciências, por exemplo.

O Centro de Excelência Secretário de Estado Francisco Rosa Santos, localizado no bairro Bugio, em Aracaju (DEA), é um exemplo de escola que utiliza positivamente este aumento da carga horária. A unidade oferta o Ensino Médio nas modalidades Tempo Integral e Tempo Parcial das 7h30 às 16h40, além do Programa Sergipe na Idade Certa (ProSIC) e do curso técnico de Manutenção e Suporte em Informática, integrado ao Ensino Médio em Tempo Integral. Além das variedades de matrículas, a escola também oferece uma diversidade de atividades interativas.

O diretor da instituição, Tarcísio da Silva Tavares, afirma que a escola oferece durante o horário de aula, vários tipos de desportos para a prática dos alunos, como Tiro com Arco, Futsal, Vôlei de Praia, Vôlei de Quadra e Handebol, além de artes marciais, como o Jiu-Jitsu e o Muay Thai, com espaços preparados para a prática dos esportes. Além disso, a escola também oferece laboratórios, biblioteca, sala acústica para aulas de música, projetos que integram áreas como a sustentabilidade e o atletismo e eventos culturais. Ele explica que ter essas atividades ajuda o estudante a se manter na escola, como um incentivo de permanência e de socialização.

“Com estas atividades, a gente consegue trazer o jovem, primeiro, para a escola. Depois, a gente consegue trazê-lo para o pedagógico. Trazer o estudante com os incentivos é uma conquista para nós. Então, a escola vem avançando, mostrando que ela não se resume à sala de aula. Nossa escola é muito dinâmica”, diz o gestor, que reforça a expectativa de receber mais alunos nas matrículas deste ano, para cerca de 850 estudantes.

O esporte é um dos grandes pontos do ‘Francisco Rosa’. Alunos como o Tancredo Chagas da Silva, 17, fazem a prática deles como parte extracurricular do ensino. O jovem, que acabou de chegar no 3° ano do Ensino Médio e que faz Vôlei de Quadra e de Praia, diz que o esporte ajuda a passar o dia na escola com o Ensino em Tempo Integral. “O esporte é muito importante. Acho que deveria ter mais carga horária voltada à prática deles, já que ajuda em vários aspectos diferentes, não apenas no condicionamento físico. Ajuda no equilíbrio hormonal e no alívio do estresse”, conta.

Outro diferencial que o Ensino em Tempo Integral traz é o desenvolvimento dos alunos, e uma das escolas que vivenciou essa experiência foi o Centro de Excelência Professor João Costa, do bairro Getúlio Vargas, também de Aracaju. O diretor do centro, Rogério Luiz da Silva, ressalta que, desde que a escola entrou nesse modelo, além de as taxas de reprovação diminuírem drasticamente, os estudantes se tornaram cada vez mais protagonistas de seus futuros.

“A gente percebe o ‘salto’ que o aluno dá quando ele chega aqui no 1° ano e quando ele sai, no 3°. Ele melhora no amadurecimento, na propositura, no modo de falar, na interação e no envolvimento com o protagonismo muito aguçado, porque isso vai provocando nele as ações que todas as disciplinas oferecidas proporcionam, seja o Projeto de Vida, ou as experimentais, estudo orientado e tutoria. A gente tem essa evolução, esse caminhar, habilidades e competências que eles vão adquirindo”, destaca o gestor.

A escola oferta, para além do Ensino Médio em Tempo Integral, cursos técnicos de Administração, Marketing e Logística, que também são integrados ao Ensino Médio, ajudando no protagonismo juvenil. A estudante Ester Gomes Pereira, de 18 anos, acabou de se formar na escola e lá mesmo fez o curso técnico em Administração. Ela conta que havia diversas atividades feitas em conjunto com alunos e professores. “Lá tinha atividades de música, de fotojornalismo, de escrita, e várias outras eletivas que você poderia escolher. Também tinha clube de leitura e clube de moda, que acontecia uma vez na semana”, diz a aluna, que também estudava para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na escola, com a preparação dos professores.

Fonte, Secom – Estado.

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