A baixa adesão à vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) em Sergipe acende um alerta. A vacina, considerada uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde, não apenas gera imunidade, mas contribui para a redução de infecções e casos de tumores malignos, como o câncer do colo de útero. Diante disso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância de vacinar adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não se protegeram contra o vírus.

Desde 2024, o Brasil adotou o esquema vacinal contra o HPV em dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses. De acordo com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), entre janeiro e 8 de agosto de 2025, foram aplicadas apenas 119 doses no município de Nossa Senhora do Socorro e 299 em Aracaju. Para a gerente de Imunização da SES, Illani Paulina, o resgate é essencial para alcançar quem perdeu a oportunidade de se vacinar na faixa etária recomendada.

“A vacina está disponível nas unidades básicas de saúde em todos os municípios para o público de 9 a 14 anos. No entanto, adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram podem e devem procurar os postos de saúde da sua região. Essa ação é uma busca ativa para aumentar a proteção contra o HPV e, consequentemente, reduzir os casos de câncer e internações no estado”, destacou Illani.

Prevenção

O HPV, ou papilomavírus humano, é transmitido principalmente pelo contato direto da pele ou das mucosas com áreas infectadas, sendo a via sexual a principal forma de contágio. Com mais de 200 tipos, o vírus é dividido em baixo risco, causador de verrugas genitais, e alto risco, associado ao desenvolvimento de tumores malignos, como cânceres de colo do útero, pênis, ânus e regiões orais. No Brasil, o câncer do colo do útero é o que mais mata mulheres até os 36 anos de idade e ocupa o segundo lugar entre os tipos mais frequentes nesse período.

Além de prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) causadas pelo HPV, o imunizante reduz significativamente o risco de cânceres associados ao vírus. “A vacina protege tanto o público-alvo recomendado quanto pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo indivíduos que vivem com HIV, usuários de PrEP, imunocomprometidos e vítimas de violência sexual, contribuindo para a promoção da saúde e a redução de complicações graves associadas à doença”, reforçou.

Desde 2024, o Brasil adotou o esquema vacinal contra o HPV em dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses.

Fonte, Secom – Estado.

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