A Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) realizou, na última quinta-feira, 30, a cerimônia de premiação do Selo Abril Verde, iniciativa que integra a programação do mês dedicado à promoção da igualdade racial e ao combate ao racismo em Sergipe.

O evento teve como objetivo reconhecer e valorizar instituições, projetos e personalidades que se destacaram na promoção de políticas públicas, ações afirmativas e iniciativas voltadas à valorização da população negra e dos povos e comunidades tradicionais. Durante a solenidade, foram entregues certificados às iniciativas selecionadas, contemplando ações desenvolvidas em diferentes áreas, como assistência social, educação, cultura e direitos humanos. O selo representa um importante instrumento de incentivo à construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de discriminação.

A secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, destacou a importância da iniciativa como forma de fortalecer políticas públicas estruturantes. “Este é um momento de reconhecimento, mas também de reafirmação de compromisso. O Selo Abril Verde simboliza o esforço coletivo de instituições, projetos e pessoas que atuam diariamente no enfrentamento ao racismo e na promoção da igualdade racial em Sergipe. Enquanto poder público, temos a responsabilidade de fortalecer políticas que garantam direitos, valorizem a cultura afro-brasileira e assegurem o respeito às comunidades tradicionais. Mais do que uma ação pontual, esse é um trabalho contínuo, que exige escuta, parceria e compromisso permanente”, afirmou.

A premiação também buscou dar visibilidade a boas práticas desenvolvidas em todo o estado, estimulando a replicação de iniciativas que promovam a equidade racial e o respeito à diversidade. De acordo com a organização, o processo de seleção considerou critérios como impacto social, inovação e contribuição para o enfrentamento ao racismo estrutural.

Representando os povos de terreiro, a Iyalorixá Jouse, do Ilê Axé Omon Tobi Oyá Lokê, ressaltou a importância do reconhecimento, ao mesmo tempo em que reforçou a necessidade de continuidade das ações. “Esse é um momento importante de reparação e de reconhecimento, ainda que tardio, das casas de candomblé, que historicamente constroem saberes, fortalecem vidas e cuidam de tantas pessoas. Mesmo com esse papel fundamental, nossos terreiros ainda enfrentam violências. A Lei nº 9.404/2024 representa um avanço nesse enfrentamento, mas é preciso ampliar o debate e fortalecer ainda mais essas ações. O combate ao racismo religioso deve ser um compromisso permanente”, destacou.

Além da entrega dos selos, a programação contou com atividades voltadas à valorização da cultura afro-brasileira, reforçando o protagonismo das comunidades tradicionais e a importância da preservação de seus saberes.

O Selo Abril Verde integra um conjunto de ações desenvolvidas pela Seasic ao longo do mês, incluindo encontros, rodas de diálogo e atividades formativas com foco na promoção da igualdade racial e no fortalecimento dos direitos humanos.

Fonte, Secom – Estado.

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