Investigados podem ter desviado R$ 3 milhões, de acordo com MPE/SE

Fraudes em licitação de coleta de lixo e limpeza urbana na cidade de Aquidabã, Médio sertão de Sergipe, levaram a um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões aos cofres públicos do município. Os acusados pelos desvios são os ex-secretários de Aquidabã, Sérgio Joás e João Diego, e o empresário Gregório Emiliano, da empresa Construnews, responsável pela limpeza do município. O ex-prefeito na época era Carlinhos de Pedro de Lino, do PMDB.

Promotores de Justiça, servidores do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) e policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências dos acusados, duas delas na capital, nos bairros Ponto Novo e Aruana, e uma em Aquidabã. Segundo informações, Sérgio Joás reside atualmente na cidade de Salvador, Bahia.

A operação recebeu o nome de Hígia e é decorrente da Operação Antidesmonte, deflagrada pelo MPE e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no final de 2016. Investigações realizadas no âmbito da Antidesmonte revelaram manobras de alguns dos investigados, atualmente réus em processo criminal já ajuizado na Comarca de Aquidabã, para burlar a ordem de pagamento dos credores do município, bem como para dificultar a fiscalização do período de transição de governo, após as eleições de 2016, pelas equipes de inspeção do Ministério Público e do Tribunal de Contas.

De acordo com o promotor de Justiça, Jarbas Adelino, na Operação Hígia foram realizadas apreensões de diversos documentos, materiais para análise em computação e uma quantidade bastante expressiva de dinheiro vivo.

Jarbas afirma que as investigações ainda vão continuar e que foram decretadas outras medidas cautelares, como indisponibilidade de bens e bloqueio das contas existentes no nome dos investigados.

Ele conclui informando que, somente após a análise do material apreendido, é possível ter um acervo probatório mais claro acerca das acusações que pesam sobre os investigados.

HÍGIA

É uma figura da mitologia grega ligada à saúde, limpeza e sanidade, deu nome à operação devido ao tipo de serviço contratado de forma fraudulenta: coleta de lixo e limpeza urbana. Apurou-se em sede investigativa que, apesar de ter sido paga a vultosa quantia de aproximadamente três milhões de reais à empresa Construnews, os serviços contratados também eram executados por servidores públicos municipais e com veículos da própria prefeitura.

 

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