A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulga mais uma programação da aplicação do fumacê costal, que auxilia no combate ao mosquito Aedes aegypti.
Nesta quinta-feira, dia 3, o fumacê costal será aplicado no bairro 18 do Forte. Na sexta-feira, dia 4, a ação será no bairro São Conrado. A escolha dos bairros segue de acordo com o levantamento dos casos notificados e a aplicação é feita por duplas de agentes, que atuam entre quatro e sete quarteirões.
A substância é pulverizada, das 17h às 19h, horário em que ocorre maior movimentação do mosquito. Após a aplicação, o inseticida fica no ar cerca de uma hora e trinta minutos, tempo suficiente para entrar em contato com os mosquitos, principalmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças.
De acordo com o gerente do Programa Municipal de Controle do Aedes, Jeferson Santana, o objetivo do fumacê costal é realizar o bloqueio de transmissão das doenças causadas pelo mosquito, como dengue, chikungunya e zika vírus, e o produto, bem como a forma com que ele é usado pelas equipes técnicas da SMS, não causa risco para a saúde da população.
“No caso de uma notificação, a equipe faz o bloqueio e aplica o produto somente em um raio de 300 metros, que é demarcado a partir do ponto exato onde mora a pessoa infectada pelo mosquito. Como o mosquito é de voo curto, dificilmente ele conseguirá ultrapassar esse raio, avançar para demais áreas e contaminar outras pessoas. Caso o indicativo se baseie no índice fornecido pelo LIRAa, o fumacê também deve ser acionado, pois é necessário fazer um controle rápido do mosquito”, explica Jeferson.
O fumacê costal é aplicado nos bairros a partir de dois principais indicadores: casos notificados pela SMS em um ponto da comunidade, ou o alto índice de risco fornecido pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), em bairros específicos.
Colaboração da população
A aplicação do fumacê costal não diminui a responsabilidade do cidadão, que precisa ficar atento ao acúmulo de água em casa, como reforça o gerente.
“Orientamos o morador a fazer uma busca detalhada no imóvel para que, numa possível identificação de algum risco, ele possa fazer o controle. A mudança entre sol e chuva, geralmente, leva ao acúmulo de água, daí, é importante que o morador perceba essa característica do depósito e elimine”, reforça Jeferson.

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