A tarifa do transporte coletivo de Aracaju permanece fixada em R$ 4,50 para os usuários. A manutenção do valor foi garantida após a Prefeitura, por meio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) ampliar o subsídio público destinado ao sistema, de forma responsável e abaixo do valor solicitado pelas empresas operadoras.

A medida está prevista na Resolução nº 01/2026 da SMTT, que estabelece a atualização do subsídio tarifário por passageiro equivalente para o período de 1º de fevereiro a 31 de dezembro de 2026, assegurando a continuidade do serviço e a estabilidade da tarifa pública.

A tarifa técnica, que corresponde ao custo real da operação por passageiro, era de R$ 6,00. Na nova proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), o valor desta tarifa chegou a R$ 8,49, e sem considerar a inclusão dos ônibus elétricos no sistema. No entanto, após análise, a Prefeitura fixou o valor da tarifa técnica em R$ 7,00, mantendo assim a tarifa de R$ 4,50 para usuários, e ampliando o subsídio às empresas, evitando qualquer reajuste para a população.

Entre os fatores que impactaram os custos está o reajuste salarial de 5,5% concedido na data-base da categoria dos rodoviários do transporte coletivo. O aumento é necessário para garantir a recomposição salarial dos trabalhadores e influencia diretamente no custo da operação, exigindo atualização da tarifa técnica. A Prefeitura de Aracaju reconhece a importância dos rodoviários para o funcionamento do sistema e a prestação do serviço à população. A atualização dos custos também considerou aumentos em itens como combustível, manutenção da frota, peças, tecnologia embarcada, gratuidades e despesas administrativas.

Mesmo diante do cenário de elevação de custos, o Município assumiu parte das despesas adicionais para preservar o valor pago pelo usuário.

Ao contratar a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a Prefeitura de Aracaju passou a seguir a linha técnica orientada pela instituição, baseada na busca por menor custo com maior qualidade na prestação do serviço. A Fipe orientou a revisão dos cálculos de forma criteriosa, considerando a sustentabilidade do sistema e a modicidade tarifária.

Com a decisão, a Prefeitura de Aracaju reforça o compromisso com a estabilidade tarifária, a responsabilidade na aplicação de recursos públicos e a proteção das famílias aracajuanas, garantindo mobilidade urbana com equilíbrio financeiro e qualidade na prestação do serviço.

Fonte, Agência Aracaju de Notícias.

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