Outros dois envolvidos tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas pela Justiça

Em continuidade às investigações sobre a morte da jovem Verônica Elisiane Barbosa Mesquita, 23 anos, equipes da Delegacia de Areia Branca deram cumprimento ao mandado de prisão do taxista de prenome Marcelo, na manhã desta terça-feira (14). Os suspeitos Elissandra de Jesus Oliveira e Everton dos Santos Gois, que já estavam presos, tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas pela Justiça.

Segundo a delegada Jéssica Garcia, o investigado Marcelo foi preso em Nossa Senhora do Socorro, na Região Metropolitana de Aracaju, e encaminhado para a 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM). “Em virtude das investigações realizadas pela delegacia, chegou-se aos indícios de autoria de Elisandra, irmã por parte de pai, Everton, seu marido, e indícios de que o Marcelo, taxista, também estaria envolvido na morte da vítima”, relembrou.

Conforme a delegada, na época do crime, o corpo da vítima foi encontrado parcialmente carbonizado em uma área de mata no povoado Pedrinhas, em Areia Branca. A Polícia Civil apurou que na tarde da terça-feira, 9 de novembro, a vítima se encontrou com a irmã. “Identificamos uma mensagem que a vítima mandou para um terceiro informando sobre o encontro e dizendo que estava com medo”, informou.

Na época das prisões de Elissandra e de Everton, a delegada detalhou que houve um deslocamento que resultou na morte da vítima. “Houve uma conversa breve fora do carro e de lá eles se deslocaram sentido povoado Mangabeira. Há uma desistência e, no percurso, acabam indo para o povoado Cajueiro. Dentro do carro mesmo a vítima começa a ser esfaqueada. Ela morre no carro e o corpo é deixado no local onde foi encontrado”, citou.

No dia 15 de novembro, Elissandra e Everton foram presos em ação conjunta com a Polícia Militar de Alagoas. No momento das prisões, eles estavam almoçando em um quiosque na beira do rio, perto da balsa da cidade de Penedo. A motivação para o crime, conforme a delegada, tem relação com a cobrança de dívidas.

“A motivação foi em decorrência de dinheiro, da questão de cobrança, de ter gastado demais e que teria que pagar, mas não teria a quantia necessária para efetuar o pagamento. Elas trabalhavam com agiotagem juntas. O relato de uma das partes seria de que a jovem estaria ameaçando matar Elissandra, e para não ser morta, ela resolveu matar primeiro”, pontuou.

 

SSP/SE

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