Por André Marinho

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 11, em meio a incertezas nos mercados derivadas do avanço do coronavírus e do recrudescimento da crise política nos Estados Unidos, que gerou a deflagração do processo de impeachment do presidente americano, Donald Trump.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para fevereiro teve leve variação ascendente de 0,02%, a US$ 52,25 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para março cedeu 0,59%, a US$ 55,66 o barril.

Após subirem aos maiores níveis desde março, os preços do ativo energético começaram a semana com fraqueza, em meio à realização de lucros. Investidores seguem monitorando a evolução da pandemia de covid-19. No final de semana, o mundo ultrapassou a marca de 90 milhões de casos da doença.

“As novas preocupações sobre a demanda devido ao grande número de novos casos de coronavírus corona e outras restrições de mobilidade, além do dólar americano mais forte, estão gerando pressão de venda sobre o petróleo”, explicou o Commerzbank, em relatório enviado a clientes.

Nas mesas de operações, também repercutiu a situação política em Washington. Deputados democratas apresentaram formalmente nesta segunda-feira o artigo com o impeachment de Trump, acusado de ter incitado as cenas violência na sede do legislativo na última quinta-feira.

Na ocasião, apoiadores do republicano invadiram o Capitólio com objetivo de interromper a sessão de certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidencias.

Apesar dos fatores negativos da sessão desta segunda, a Capital Economics ainda enxerga um horizonte de curto e médio prazo positivo para o petróleo. Pelas previsões da consultoria, o preço do Brent e o do WTI devem subir a US$ 60 e US$ 68 por barril, respectivamente.

“Esperamos que as perspectivas econômicas, em particular para as economias desenvolvidas, sejam muito melhores em 2021, à medida que as medidas de contenção de vírus sejam gradualmente relaxadas, resultando em maior atividade industrial e de transporte. Isso aumentará a demanda por energia”, aponta a instituição.

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