O recorde da arrecadação federal em agosto aponta para continuidade da retomada econômica do país, avalia o doutor em economia e professor da Universidade Mackenzie, Hugo Garbe. No oitavo mês do ano, as receitas federais atingiram R$ 172,3 bilhões, um aumento real de 8,2% em comparação com o mesmo mês em 2021, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Já demonstra uma retomada econômica mais forte porque em um país que retoma a sua geração de emprego e renda, as pessoas estão consumindo mais serviços, gastando mais, trocando geladeira. Todo esse consumo, por meio da geração de emprego e renda das famílias, é revertido por uma maior arrecadação tributária e isso vem se confirmando”, analisa Garbe.
No acumulado de janeiro a agosto de 2022, a arrecadação alcançou R$ 1,46 trilhão, o que representa acréscimo pelo IPCA de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Ministério da Economia, esse é o oitavo recorde consecutivo em 2022 e o melhor desempenho arrecadatório desde 2000, tanto para o mês de agosto quanto para o período acumulado.

Os dados do governo federal apontam que o principal fator que leva ao crescimento observado no período está relacionado com os recolhimentos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL). Segundo a Receita Federal, essa tributação gerou arrecadação de R$ 35,5 bilhões em agosto, o que significa crescimento real de 27,16%.

Receita previdenciária também é destaque

Outro indicador de destaque em agosto foi o aumento da Receita Previdenciária. Foram R$ 45,8 bilhões de arrecadação, com acréscimo real de 8,30%, em razão do aumento real de 6,77% da massa salarial. No acumulado do ano, o resultado chega a R$ 348,60 bilhões, alta real de 6,37%.

“As receitas tributárias estão em linha com a arrecadação tributária. Estão seguindo a mesma variação e é decorrente da retomada do crescimento, com melhoria no mercado de trabalho, queda de desemprego e maior quantitativo de postos de trabalho. É esperado aumento na arrecadação tributária”, explica Evilásio Salvador, economista e professor do programa de pós-graduação em Política Social da Universidade de Brasília.

Indústria de transformação

A Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Economia, também coloca os indicadores da Indústria de Transformação como fatores importantes na continuidade da retomada econômica. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o faturamento real, por exemplo, cresceu pelo terceiro mês consecutivo, subindo 1% em relação a junho (sem efeitos sazonais), alcançando o maior valor de 2022.

As horas trabalhadas na produção tiveram pouca variação (-0,1%) em julho, o que pode ser interpretado como estabilidade em relação a junho, mas, ainda assim, se mantiveram em patamar elevado. Em comparação a julho de 2021, o crescimento é de 3%.

Fonte: Brasil 61

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