
Com o objetivo de reforçar o compromisso com a inclusão social, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Aqui (CER IV), promoveu uma visita aos usuários e familiares ao Museu de Arte Sacra de São Cristóvão para a exposição Vibrarte. Composta por quadros produzidos por alunos com baixa visão e cegueira assistidos pela Associação dos Deficientes Visuais de Sergipe (Adevise), a mostra valoriza o protagonismo e as potencialidades artísticas das pessoas com deficiência visual.
“Essa ação reafirma o compromisso de garantir o acesso de todas as pessoas à cultura, inclusive das pessoas com deficiência visual. É um empenho que temos, enquanto instituição, junto com a SES, de promover o acesso à cultura e à arte de forma inclusiva, indo além da reabilitação. Acreditamos que a arte também é um direito e uma forma de expressão para todos”, ressaltou a Gestora Operacional da Reabilitação Visual do CER IV, Ana Carolina de Jesus.
A exposição evidencia a capacidade expressiva dos participantes e contribui para o fortalecimento da autoestima, ao permitir que os usuários se reconheçam e se identifiquem com produções realizadas por seus pares. Além disso, a iniciativa amplia o acesso à cultura de forma inclusiva, garantindo que espaços culturais também sejam vivenciados como ambientes de pertencimento e participação.
O presidente da Adevise, Adriano Rocha, que também é acompanhado pelo CER IV, ressaltou que o objetivo é levar o melhor para as pessoas com deficiência visual, promovendo acesso à cultura, à arte e a novas oportunidades. “Essas telas foram produzidas a partir do curso de pintura realizado por pessoas com deficiência visual e baixa visão. Essa parceria com o museu, aqui em São Cristóvão, já acontece pelo terceiro ano consecutivo e é construída junto com toda a equipe do Museu de Arte Sacra, o que fortalece ainda mais esse trabalho. Isso representa muito mais do que arte, é inclusão, expressão e protagonismo”, destacou o presidente.
A atividade também teve um caráter terapêutico e educativo. Durante a visita, os usuários puderam aplicar, em um contexto real, as técnicas trabalhadas no treino de orientação e mobilidade, exercitando habilidades essenciais para o deslocamento seguro, a autonomia e a participação social.
As obras estão disponíveis em braille para que os assistidos possam ler, e a Daniela Dória Santos, 31 anos, contou como foi a experiência. “Quando comecei a ler em braille, eu me senti muito bem, porque para mim é muito importante saber que, mesmo sem enxergar, a gente pode perceber com o toque. Ler com as mãos é algo muito significativo. É maravilhoso, a gente se sente como se estivesse enxergando naquele momento”, disse Daniela.
Quem também aprovou a visita foi o Valdson Santos, de 23 anos. “É muito importante estar aqui prestigiando as telas pintadas pelos colegas da Adevise, da qual faço parte. Isso mostra que a deficiência não é um limite. Ter uma deficiência visual, seja parcial ou total, não impede ninguém de produzir arte, de aprender e de se expressar. Também faço parte do CER IV desde o ano passado e considero o trabalho excelente. São profissionais muito qualificados, que nos ajudam bastante no dia a dia e fazem toda a diferença na nossa vida”, finalizou Valdson.
Fonte, Secom- Estado.
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