Declaração é do secretário-geral da aliança militar

Jens Stoltenberg disse ainda que a Otan está preparada para proteger seus 30 países membros e que vai impedir que Moscou expanda a agressão. “Temos a aliança mais forte da história”, afirmou.

A Otan vem apoiando a Ucrânia de diferentes maneiras, há anos. Desde a anexação da Crimeia, em 2014, a aliança militar treina soldados e fornece armamentos e equipamentos militares. “Fazemos tudo para ajudar os ucranianos na luta contra os invasores russos. Os aliados impuseram sanções sem precedentes e agora estamos vendo os efeitos. O rublo [moeda oficial da Rússia] está em baixa histórica, muitas empresas estão deixando a Rússia. A gente tem que acabar com esse conflito. Estamos aumentando nossa presença na Letônia e em outras partes do leste da aliança, para que a Rússia entenda que estamos protegendo cada polegada do nosso território”, disse Stoltenberg.

Estônia

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, também foi aos Países Bálticos, numa demonstração de preocupação do Ocidente com a invasão da Ucrânia. Blinken, que está em Tallinn, capital da Estônia, participou hoje de uma entrevista coletiva ao lado da primeira-ministra do país, Kaja Kallas, onde reforçou o apoio dos Estados Unidos aos ucranianos.

Blinken disse que a Estônia e os Estados Unidos vão continuar trabalhando para aumentar a assistência humanitária e de segurança na Ucrânia. “Tudo o que vi no Báltico, esse apoio ao povo ucraniano, a gente vê as cores azul e amarela nas casas nos prédios. Isso é uma mensagem poderosa de solidariedade. Essa não é a guerra do povo russo, não é uma guerra de liberação, é a guerra do [Vladimir] Putin para subjugar um país democrático. Então ele vai ser responsabilizado pelo mundo”, disse o secretário.

O secretário disse ainda que a Rússia está utilizando a dependência energética como arma de guerra e que é a hora de o Ocidente combater essa estratégia.

A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, disse que a nova situação de segurança requer mudança por parte dos europeus, incluindo a defesa da Estônia. “A Otan tem que se adaptar rápido e as decisões têm que incluir uma estratégia de defesa da região, para fortalecer nossas defesas na terra, no mar e no ar”, disse, ressaltando que o país está aumentando o percentual do orçamento destinado à defesa de 2% para 2,44% do Produto Interno Bruto (PIB).

 Por Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil – Brasília – Edição: Fernando Fraga

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • Fórum do Forró chega à 19ª edição valorizando raízes do gênero e reunindo grande nomes da categoria

    A tradição e a força do forró ganham mais um [...]

  • 4ª edição do CCET Park aproxima calouros da produção acadêmica e tecnológica da UFS

    Projetos contribuem para uma formação mais completa e conectada com [...]

  • Política estadual propõe manejo ético e controle populacional de pombas urbanas em Sergipe

    Aprovado na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) o Projeto de Lei [...]

  • Agrese e FGV Energia alinham ações de monitoramento dos serviços de água e esgotamento sanitário

    A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe [...]

  • Lula anuncia novo Desenrola para quem ganha até R$ 8,1 mil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, nesta segunda-feira [...]