
Segundo o delator Maramaldo, o agente público teria dito que os valores seriam transferidos ao PT e que, se o pagamento não fosse efetivado, criaria obstáculos aos contratos.

A procuradoria sustenta que José Antônio de Jesus intermediou a contratação e como gerente de quatro contratos celebrados pela Transpetro com a empresa NM Engenharia nas datas de 08/12/2009, 18/01/2010, 06/05/2010 e 08/10/2013.
Documento
Após o recebimento dos valores ilícitos na conta bancária das empresas JRA Transportes, Queiroz e de Adriano da SIlva Correia, eles foram movimentados, mediante realização de saques em espécie ou repasses para contas correntes de familiares de José Antônio de Jesus.
A JRA Transportes Victor tem como sócio Hugo Fonseca de Jesus, filho do ex-gerente da Transpetro. A quebra de sigilo do e-mail da empresa revela atuação e o controle do agente público aposentado a frente de seu caixa e de seus negócios.


Os valores que a JRA Transportes recebeu da NM Engenharia eram repassados para a conta da esposa do ex-gerente da Transpetro, Ana Vilma Fonseca Jesus e para a filha, Vanessa Fonseca de Jesus, por transferências bancárias.
“Veja-se que, em análise das movimentações financeiras dos familiares de José Antônio de Jesus, verificou-se que apenas Ana Vilma Fonseca de Jesus recebeu valores superiores a R$ 1,8 milhões da JRA Transportes”, sustenta a Procuradoria.

Uma das mensagens encontradas pela procuradoria, por exemplo, mostra que José Antônio de Jesus encaminhando uma mensagem ao seu filho: “Victor, Segue o documento para você assinar e rubricar por favor e após devolver.
A força-tarefa sustenta que ‘José Antônio fazia referência ao contrato de abertura de crédito junto ao Banco Mercedes/Benz, para financiamento dos veículos que seriam adquiridos pela transportadora JRA Transportes’.