Uma operação conjunta da Delegacia Especial de Turismo (Detur) e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), resultou na prisão de quatro integrantes de uma associação criminosa especializada em furtos qualificados cometidos em todo o país. A ação, denominada Operação Apate, foi deflagrada na tarde deste domingo (8), na BR-101, no município de São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju.

Entre os presos estão três mulheres e um homem. Com eles, as equipes apreenderam uma grande quantidade de produtos oriundos de furtos em diversas lojas do país, empilhados até o teto do veículo em que viajavam.

Segundo a delegada Gisele Martins, as investigações começaram em 2023, após o furto de joias de uma joalheria em um shopping da capital sergipana, praticado com destreza por duas mulheres que não foram percebidas de imediato. Ambas já possuíam antecedentes criminais e eram egressas do sistema prisional.

“As investigações apontaram que o grupo utilizava dispositivos para desativar sistemas de segurança, como etiquetas antifurto, e atuava em lojas de departamentos, joalherias, supermercados, estabelecimentos de eletrônicos, cosméticos, entre outros, em várias cidades brasileiras”, detalhou a delegada, informando que, diante das provas, a Detur representou pelos mandados de prisão.

Durante a apuração, com apoio da Dipol, foi identificado que o grupo estava agindo nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. “Com a informação de que retornariam a Sergipe, a Polícia Civil acionou a PRF, que interceptou o veículo no posto da BR-101, onde cumpriu os mandados de prisão”, explicou a delegada.

Na abordagem, os quatro ocupantes do carro apresentaram documentos falsos. Além dos mandados judiciais, todos foram autuados em flagrante por uso de documento falso e associação criminosa. O motorista também foi autuado por apropriação indébita, já que o carro utilizado era alugado e não havia sido devolvido.

A operação foi nomeada de Apate fazendo referência à palavra grega para “mentira”, em alusão à prática constante dos investigados de tentarem enganar as autoridades. A delegada destacou ainda o trabalho de inteligência da Dipol, fundamental para localizar os alvos da investigação.

A Polícia Civil de Sergipe segue intensificando o combate à atuação de organizações criminosas e reforça a importância da integração entre os órgãos de segurança para a repressão qualificada aos crimes patrimoniais. Informações e denúncias sobre crimes e suspeitos de ações criminosas podem ser repassadas à polícia por meio do Disque-Denúncia no telefone 181. O sigilo é garantido.

 

 

 

Fonte: SSP/SE

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