
O surgimento de uma nova cepa da covid-19, a BQ.1, uma ramificação da subvariante BA.5 da Ômicron, tem causado muita preocupação na comunidade científica devido a uma mutação específica na proteína spike, onde se baseia a formulação de todas as vacinas. A nova variante é, portanto, mais infecciosa e possui um escape vacinal. Essa condição coloca o país em alerta para a possibilidade de uma nova onda de infecções.
A nova cepa já foi identificada em pelo menos cinco estados: São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Amazonas, e é responsável pelo aumento de casos de covid-19 no país. No Rio, das 47 pessoas internadas em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) 92% estão com a vacinação incompleta ou não se vacinaram, o que mostra a importância da imunização.

Lysandro Borges: “Já estamos em uma nova onda”
“Além da vacinação em dia, o uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento social também continuam valendo como medidas preventivas contra a variante BQ.1 e qualquer outra variante que possa aparecer. Manter a vacinação em quatro doses é importante porque se a pessoa pega o vírus os sintomas serão leves”, explica o coordenador da Força Tarefa covid-19 da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lysandro Borges.
Sergipe também tem registrado aumento de casos. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, somente nos últimos três dias o Estado registrou 365 casos confirmados da doença, número superior ao acumulado dos últimos dois meses e meio. O aumento de internações vem acompanhando o aumento dos casos: hoje são 20 pessoas hospitalizadas devido à gravidade da doença, sendo três hospitalizadas em leitos de UTI.
Segundo o médico infectologista Dr Matheus Todt, dois fatores fundamentais podem justificar esse novo aumento de casos: o surgimento de novas variantes mais transmissíveis do vírus causador da covid-19 e a redução na procura da vacina, sobretudo na população pediátrica. “Os sintomas continuam os mesmos: tosse, mal estar, dor no corpo, perda do paladar e do olfato. Felizmente, não temos visto formas graves da doença. Quem apresentar sintomas deve, inicialmente, ficar em casa isolado por 5 dias, manter repouso, hidratação e uso de sintomáticos. Sempre que possível, realizar o teste da covid-19. Em caso de febre persistente ou falta de ar, procurar imediatamente auxílio médico”, orienta.
Ele explica que o país pode ter um novo aumento de formas graves e de óbitos da covid-19, porém, devido a um comportamento menos agressivo das novas variantes do vírus e da vacinação de boa parte da população, um aumento de óbitos equiparável ao início da pandemia é pouco provável. “É importante a população evitar grandes aglomerações, usar máscara (sobretudo em lugares fechados), ficar em casa se manifestar algum dos sintomas e tomar a vacina. É fundamental que todos que possam ser vacinados, tomem todas as vacinas. Só assim poderemos estar protegidos e evitar novos avanços da covid-19”, alertou.
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