Em alusão ao Dia da Árvore, a Universidade Federal de Sergipe inaugurou, na segunda-feira, 21, as novas instalações e a modernização do Viveiro Florestal do Departamento de Ciências Florestais (DCF). A modernização é resultado do subprograma de Recuperação e Apoio à Infraestrutura de Viveiros Florestais, integrante do Programa de Medidas Compensatórias dos Impactos Sobre a Fauna (PMCIF) da Linha de Transmissão 500 kV Xingó – Camaçari, sob responsabilidade da Pedras Transmissora de Energia S.A. O investimento, viabilizado como compensação ambiental da Elecnor Brasil, faz parte do licenciamento das linhas de transmissão entre Xingó e Camaçari.

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(Foto: Jackson Bandeira/Ascom UFS)

Com as intervenções, o viveiro ampliará sua capacidade anual de produção de 20 mil para 50 mil mudas, com a meta de alcançar 80 mil mudas no período de 24 meses. A produção será destinada principalmente a projetos de restauração ecológica e recomposição de habitats degradados no semiárido sergipano. O espaço recebeu sistema de irrigação automatizado, como também bancadas metálicas elevadas e novos materiais para o manejo das mudas.

André Maurício, reitor da UFS, contou que essa é uma modernização que ajudará na busca por um meio ambiente saudável para a sociedade. “Dentro dessa perspectiva, esse local poderá ser base para o ensino, pesquisa e extensão. E isso parte do pressuposto de um futuro para uma sociedade que tenha responsabilidade social, ambiental e de cooperação, entendendo que não somos somente indivíduos, mas uma sociedade coletiva”.

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Reitor da UFS, André Maurício, fez uso da palavra na cerimônia (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Ítallo Romany Nunes Menezes, coordenador de Gestão Ambiental da UFS, ressalta que “uma parcela das mudas de árvores nativas que serão produzidas no Viveiro Florestal do DCF também contribuirá para a arborização e o enriquecimento da vegetação em áreas dos campi da UFS, como parte das ações do projeto ReflorestaUFS”.

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Ítallo Romany Nunes Menezes, coordenador de Gestão Ambiental (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

O coordenador da Unidade de Licenciamento Ambiental de Sergipe do IBAMA, Romeu Boto Neto, ressaltou que “foi proposto que fosse feito uma estruturação na UFS, aproveitando para deixar depois do reflorestamento, um legado da estrutura e das mudas que vão ser produzidas para o estado de Sergipe, sendo também um lugar de estudos para a comunidade acadêmica”.

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Romeu Boto Neto, coordenador da Unidade de Licenciamento Ambiental de Sergipe do IBAMA (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Sebastião Pinheiro, representante da empresa Elecnor, conta que “a importância de haver mudas para reflorestamento, é algo que busca a melhoria e preservação do meio ambiente, visto as dificuldades climáticas. O potencial desse viveiro é muito grande, porque haverá o enriquecimento do meio ambiente, porque aqui não será somente um  projeto de reflorestamento, mas um local de estudos, onde toda a comunidade acadêmica poderá adquirir conhecimento”.

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Sebastião Pinheiro, representante da empresa Elecnor (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Segundo o diretor técnico da empresa Biota, Pablo Mathias, “as soluções para possíveis impactos causados por obras, é o reflorestamento, e um modo para a compensação disso é o viveiro, com projetos integrados à conservação da flora e consequentemente da flora”.

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Pablo Mathias, diretor técnico da empresa Biota (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Antônio Américo Cardoso Júnior, chefe do Departamento de Ciências Florestais, reforça que através do viveiro, “há a possibilidade de treinar os discentes em diversas áreas de estágio, desde a parte de produção de mudas, gerenciamento, administração geral de um viveiro, como instalar. Então eles terão a oportunidade, com essa restauração, modernização do viveiro, de terem um aprendizado na formação”.

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Antônio Américo Cardoso Júnior, chefe do Departamento de Ciências Florestais (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

Milton Marques Fernandes, professor do Departamento de Engenharia Florestais, salientou que, “a partir desse viveiro, nós vamos conseguir produzir mudas para serem implementadas em vários projetos de municípios, do Estado, da iniciativa privada, com o objetivo de recuperar áreas degradadas”.

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Integrantes do GT do viveiro florestal do DCF UFS (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

A estrutura reforça o papel do Departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal de Sergipe como espaço de formação acadêmica, pesquisa e extensão voltado à conservação da biodiversidade e à restauração ecológica.

Fonte, Lucas Silva – Ascom UFS

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