O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (9/6), que, impulsionado pela tecnologia digital, o crime organizado tornou-se uma questão global e para enfrentá-lo são necessárias ações multilaterais urgentes e coordenadas. Nesta manhã, Lula esteve na sede da Interpol, em Lyon, na França, para a assinatura de declaração de intenções entre o Brasil e a Interpol.

“Uma das consequências perversas da globalização é a articulação de grupos criminosos para além das fronteiras nacionais. A criminalidade está evoluindo a uma velocidade sem precedentes, exigindo ações multilaterais urgentes e coordenadas”, disse o presidente.

Lula citou que a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, criada em seu governo, vem tratando com prioridade os delitos de alta tecnologia, fraudes bancárias eletrônicas e, principalmente, de abuso sexual contra crianças e adolescentes pela internet.

“Para combater o crime de forma efetiva é preciso asfixiar seus mecanismos de financiamento, em especial a lavagem de dinheiro. Nenhum país isoladamente conseguirá debelar a criminalidade transnacional” disse.

O presidente afirmou que, assim como outros desafios da atualidade que exigem ação coletiva, como a mudança do clima e a governança do espaço digital, a cooperação policial permanecerá como prioridade da política externa brasileira.

Ele destacou a ampliação do alcance do crime organizado que se espalhou por diversos setores e atividades da sociedade. “O crime organizado você não enfrenta uma simples quadrilha. Você não enfrenta uns simples grupos. São verdadeiras empresas multinacionais que estão envolvidas dentro das empresas, estão envolvidas na política, estão envolvidas no judiciário, estão envolvidas no futebol, estão envolvidas em toda parte da cultura”.

Segurança e meio ambiente 

No discurso na sede da Interpol, o presidente brasileiro disse que fortalecer a segurança pública também significa proteger a natureza. “Meu compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2030 passa por atuar na repressão a todo tipo de ilícito ambiental. No ano passado, a polícia brasileira apreendeu mais de US$ 250 milhões em bens de acusados de praticar crimes contra o meio ambiente”.

Brasileiro na direção da Interpol 

Atualmente, a Interpol é comandada pelo brasileiro Valdecy Urquiza, que é delegado da Polícia Federal. É a primeira vez que um brasileiro e representante de um país do Sul Global assume a liderança da organização. Ao iniciar o discurso no evento, o presidente afirmou que é honroso ter um delegado brasileiro dirigindo, possivelmente, a mais antiga organização policial do mundo.

Cooperação

A Declaração de Intenções firmada nesta segunda-feira entre o Brasil e a Interpol ampliará a cooperação por meio de iniciativas que visam:

• Reforçar a cooperação internacional para enfrentamento do crime organizado
• Desarticular organizações criminosas transnacionais e suas redes de apoio
• Apoiar a modernização tecnológica e institucional dos órgãos de segurança publica no Brasil e na América Latina
• Promover a proteção de grupos vulneráveis e os direitos humanos na atuação policial

 

 

Fonte: Gov.br

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