Apesar de representarem mais da metade da população brasileira e apresentarem, em média, maior nível de escolaridade, as mulheres ainda não ocupam, em proporção equivalente, os cargos de comando no mercado de trabalho. Dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE, indicam que aproximadamente 39% das posições de liderança no país são ocupadas por mulheres. O número evidencia uma desigualdade persistente, mesmo diante dos avanços educacionais e da ampliação da participação feminina em diversos setores da economia. Barreiras estruturais, diferenças salariais e a sobrecarga da dupla jornada seguem entre os principais fatores que limitam a ascensão profissional.

 

Em segmentos historicamente associados à predominância masculina, como o automotivo, esse desafio tende a ser ainda mais acentuado. É nesse contexto que iniciativas corporativas voltadas à equidade de oportunidades ganham relevância concreta e impacto mensurável. No O Varejão Auto Peças, 48% dos cargos de liderança são atualmente ocupados por mulheres. Um índice que se aproxima da paridade e supera expressivamente a média nacional, sinalizando uma transformação consistente no setor.

 

Para Ana Paula Bergamo, gerente de Compliance, que integra o time de lideranças da empresa e já atua no O Varejão Auto Peças há mais de 13 anos, esse avanço é resultado direto de preparo técnico, confiança institucional e reconhecimento por mérito. “Construir uma trajetória de liderança em um setor que ainda carrega estereótipos é desafiador, mas também profundamente gratificante. Aqui, somos reconhecidas pelo desempenho, pela capacidade de decisão e pela entrega de resultados. Ver tantas mulheres ocupando posições estratégicas demonstra que não se trata de discurso, mas de prática cotidiana”, afirma.

 

Segundo Hugo Santiago, CEO do O Varejão Auto Peças, a diversidade na liderança é um fator estratégico para a sustentabilidade do negócio. “A participação feminina em posições de comando amplia perspectivas, qualifica o processo decisório e fortalece a organização como um todo. Não é uma pauta simbólica, é uma decisão estratégica, alinhada à visão de futuro da empresa”, destaca.

 

No Mês da Mulher, marcado pelo Dia Internacional da Mulher em 8 de março, os dados ganham ainda mais significado. Para Ana Paula, o avanço precisa ser contínuo e estrutural. “Não estamos ocupando espaços por concessão, mas por competência. O próximo passo é naturalizar essa presença, para o protagonismo feminino deixar de ser exceção e se consolidar como regra no setor automotivo”, conclui. Ao registrar índices superiores à média nacional e promover uma cultura organizacional baseada em mérito, diversidade e responsabilidade, o O Varejão Auto Peças reafirma seu compromisso com a evolução do mercado de trabalho e com a construção de ambientes corporativos mais justos, representativos e eficientes.

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