Afirmação é da diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva

Por Andrea Shalal – Repórter da Reuters – Washington

A mudança climática representa uma séria ameaça ao crescimento global, disse a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira (12), ao fazer um apelo aos principais emissores do mundo que concordem com um piso para os preços do carbono.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou a ministros da Economia, em reunião sobre mudança climática, que os países também devem garantir que os investimentos verdes sejam incluídos no dinheiro que estão gastando para conter a pandemia de covid-19 e reduzir seu impacto econômico.

Ao fazer isso, disse ela, poderiam impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) global em 0,7% em média nos primeiros 15 anos de recuperação. “Mesmo enquanto estamos no meio da crise de covid, devemos nos mobilizar para evitar a crise climática”, disse Georgieva na reunião de ministros da Economia de 52 países que trabalham para integrar as mudanças climáticas em suas políticas econômicas.

O grupo, criado em abril de 2019 e liderado pelos ministros do Chile e da Finlândia, promoveu um encontro virtual, paralelamente às reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial. China e Estados Unidos, os maiores emissores mundiais de gases que retêm calor, não fazem parte da coalizão.

Juntos, eles respondem por 43% das emissões mundiais. “A evidência é clara: a mudança climática é uma ameaça profunda ao crescimento e à prosperidade. E as políticas macroeconômicas são centrais para a luta contra a mudança climática”, disse Georgieva.

Segundo ela, pesquisa do FMI mostrou que medidas estratégicas poderiam ajudar a alcançar emissão líquida zero até 2050, apesar da pandemia, mas é imperativo que os países reservem parte dos US$ 12 trilhões em estímulos fiscais para investimentos verdes.

A precificação do carbono deve estar no centro da estratégia, disse a diretora, acrescentando: “É fundamental fazer a implementação certa, inclusive para proteger as pessoas e setores vulneráveis ​​para garantir uma transição justa”.

Expressando preocupação de que a estrutura atual do acordo de Paris não proporcionaria a necessária redução de 25% a 50% das emissões na próxima década, Georgieva pediu aos principais emissores que adotem um piso para o preço do carbono, o que poderia abrir caminho para um consenso global.

 

 

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

  • UFS transforma TVs Box em mini computadores para projetos sociais e educativos

    A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou nessa quinta-feira, dia [...]

  • Governo de Sergipe entrega primeira ressonância magnética pública do interior e amplia estrutura do Hospital Regional de Itabaiana

    Nesta quinta-feira, 25, o governador Fábio Mitidieri entregou, em Itabaiana, [...]

  • Venezuela: número de desaparecidos em terremoto pode passar de 40 mil

    Subiu para 188 o número de mortos na Venezuela devido aos dois [...]

  • Prefeita Emília Corrêa conhece projeto que vai restaurar o Palácio Inácio Barbosa

    A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, recebeu nesta quinta-feira, 25, [...]

  • Copa 2026: Rodada de hoje encerra primeira fase dos grupos G, H e I

    A terceira e última rodada da fase de grupos da [...]