Nesta quinta-feira, 20, militares estiveram reunidos no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) para participar de uma campanha de doação de medula voltada ao cabo Rômulo dos Santos Oliveira, que em janeiro, descobriu estar com Leucemia Linfoide Aguda, durante exames de promoção de patente.

Com 34 anos, casado e pai de duas crianças, Rômulo está recebendo o tratamento com sessões de quimioterapia e tem recebido grande apoio da corporação, que ao ter conhecimento do seu drama, iniciou a mobilização “Todos por Rômulo” e passou a realizar diversas ações assistenciais em favor do cabo.

ABRAÇO DOS COMPANHEIROS

Em maio, por exemplo, ocorreu em Itabaiana – onde ele atuava – uma ação solidária em prol dele. Membros do 3º Batalhão da Polícia Militar da cidade organizaram em parceria com o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) conseguiram o cadastramento de 737 pessoas interessadas em fazer a doação.

Uma das integrantes da comissão encarregada de planejamento da campanha, a Cabo Lucivânia Teles, conta que a situação de Rômulo sensibilizou todos os colegas. “Toda a Polícia Militar abraçou a causa, inclusive companheiros dele chegaram a raspar a cabeça para homenageá-lo. Esse problema nos fez refletir sobre o sentido da vida e da importância de darmos esse suporte àquelas pessoas que estão sofrendo com essa complicação”.

Lucivânia é uma das principais responsáveis pela organização (Foto: Vieira Neto)

“No dia 29 de julho, haverá uma nova etapa de cadastramento em Canindé do São Francisco e estão previstas mais duas para o início de agosto, nas cidades de Propriá e Tobias Barreto”, afirma.

COMO COLABORAR

Rozeli Dantas, gerente de captação de doadores do Hemose explica como ocorre o processo de cadastro eMM coleta de sangue. “Primeiro, é preenchido um formulário de autorização para um teste de compatibilidade, no qual são retirados 4 ml de sangue. Cada amostra colhida é enviada para um laboratório em São Paulo, onde é feito o teste”.

Depois dessa etapa, os materiais são enviados para a sede do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, e armazenados em um bando de dados. Caso alguma amostra indique compatibilidade, o órgão fica responsável por estabelecer o contato com o doador.

Para se habilitar à doação de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e não ser portador de doença infecciosa ou incapacitante. O procedimento de transplante pode ser feito de duas formas: por punção de veia periférica para o filtro das células-mãe ou por punção da medula diretamente da cavidade do osso. Cerca de uma semana depois, o doador pode voltar à sua rotina normal e a medula é recomposta em um período de 15 dias.

Confira um vídeo, no qual Rômulo agradece à mobilização realizada em prol dele no CFAP, nesta quinta-feira.

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