A quadrilha incrustada no governo que sequestrou o Brasil, domesticou o STF, anulou o TSE, congelou o salário-mínimo, limitou gastos públicos em serviços essenciais, instituiu a semiescravidão nas relações de trabalho no país, acumpliciou os malfeitores do Congresso Nacional, vende nossas riquezas naturais, meteu a mão no erário e se prepara para extinguir a aposentadoria de milhões de trabalhadores com idade inferior a 80 anos, acaba de praticar nova vigarice: aumentou impostos atingindo todos os brasileiros, sem oferecer contrapartida alguma na melhoria dos serviços estatais.

A medida, adotada através do aumento das taxas do PIS e COFINS sobre os combustíveis, a pretexto de promover o equilíbrio das contas públicas e manter o ajuste fiscal, na realidade foi criada com o objetivo de arrecadar mais dinheiro do contribuinte para garantir o pagamento de uma dívida pública fraudulenta e impagável – que soma quase 80% do PIB da nação -, a banqueiros nacionais e internacionais, patrões do Ministro da Fazenda Henrique Meirelles e do presidente do Banco Central.

Enquanto sacrifica o cidadão, aumentando impostos relativos a produtos de consumo escravo e imprescindíveis, que refletem sobre grande parte da economia através do aumento de custos de toda a cadeia produtiva nacional, a gangue federal age com extrema bondade quando se trata de beneficiar a elite econômica vagabunda deste país a parasitar o Estado.

Elite econômica tem dívidas com erário perdoadas

Grandes empresas bilionárias como a rede Globo, a J&F e JBS, OGX, Monsanto, Odebrecth, Camargo Correia, Bradesco, OAS, TV Record, Siemens do Brasil, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão aumentam seus lucros exorbitantemente através da propinagem de ministros, senadores e deputados federais, com vistas à criação de leis ou práticas governamentais que reduzam multas e impostos devidos junto à Receita Federal, que anulem débitos decorrentes da apropriação dos recursos do INSS, que possibilitem a realização de licitações fraudulentas, que garantam financiamentos irregulares sem lastro e a juros de pai pra filho e que construam cartéis e monopólios privados dos recursos naturais brasileiros sob a chancela do Estado, frustrando a chamada livre concorrência, tão cara ao sistema capitalista.

Enquanto isso, o resto da cadeia produtiva, composta por trabalhadores e empresários da base da pirâmide, que não têm privilégios e nem financiam políticos corruptos do país, se vê obrigada a se submeter a juros bancários escorchantes para sustentar um bando de usurários e a impostos aviltantes e injustos para sustentar indefinidamente toda a sorte de roubalheiras do dinheiro público promovidas pela maioria dos políticos deste país em conluio direto com a elite dominante que forma o teto parasitário de nossa pirâmide econômica.

*César Gama é jornalista, biólogo, gestor ambiental, psicanalista e professor.

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