A Justiça Federal condenou nove réus denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por envolvimento em um esquema de concessão fraudulenta de benefícios em agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Belém (PA). As fraudes foram descobertas pela operação Flagelo, deflagrada pela Polícia Federal, e que prendeu mais de 30 pessoas em fevereiro de 2008.

Somadas, as penas aplicadas ultrapassam os 85 anos de prisão. Foram condenados Luiz Ferreira Nascimento, Victor Maciel Cascaes, Márcio Nonato Araújo Silva, Miquéias Dias da Silva, Eduarda Costa Sarmento, Raimunda Creusa Soares da Conceição, Maria Bernadete Trindade Eleres, Milton Rodrigues Mac Dowell e Manoel José Silva Agostinho. Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

Em abril do ano passado, em outro processo, sentença do juiz federal da 3ª Vara, Rubens Rollo D’Oliveira, já havia condenado cinco médicos peritos do INSS, acusados pelo MPF de participação no mesmo esquema. A sentença divulgada nesta terça-feira (2), de 160 laudas, foi assinada no dia 28 de março pelo mesmo juiz federal e inclui a participação dos intermediários que faziam a ponte entre os peritos e os segurados.

A Justiça Federal informou que, para facilitar o julgamento de mais de 40 denunciados, a ação penal inicialmente ajuizada em 2008 foi desmembrada em três outros processos, cada um reunindo grupos de réus com condutas similares dentro da organização criminosa.

Segundo a denúncia do MPF, os réus integrariam uma associação criminosa que praticava diversas fraudes, dilapidando o patrimônio da Previdência Social. Em particular, falsificavam documentos que atestavam que os segurados não podiam se deslocar até as agências do INSS, o que levava médicos-peritos corruptos a se deslocarem até suas residências. Assim, os médicos, previamente remunerados por intermediários, reconheceriam a incapacidade de locomoção de segurados saudáveis e muitas vezes jovens.

Fonte: Ministério Público Federal

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