Em depoimento à Procuradoria Geral da República nesta quinta-feira (7), Joesley Batista, sócio majoritário da J&S, controladora da JBS, afirmou que não recebeu orientações do ex-procurador Marcello Miller para negociar um acordo de delação premiada,nem para gravar o presidente Michel Temer no encontro no Palácio do Jaburu, em 7 de março.

Joesley depôs por mais de duas horas na sede da PGR, em Brasília.

Além dele, foram convocados a prestar depoimentos outro dois delatores, Ricardo Saud, diretor e lobista do Grupo, e o executivo e advogado da empresa Francisco de Assis e Silva. As oitivas começaram às 10h da manhã.

Os três foram chamados a prestar esclarecimentos sobre o polêmico áudio, que entregaram à Procuradoria em que Joesley e Saud indicam que Marcello Miller teria atuado para ajudá-lo no processo de delação quando ainda ocupava o cargo de procurador da República.

A PGR entende que houve patente descumprimento de dois pontos de uma cláusula do acordo de delação premiada que tratam de omissão de má-fé, o que justifica rever benefícios.

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